terça-feira, 27 de outubro de 2015

Èze Village


Èze Village



A pequena vila medieval de Èze está localizada a cerca de 12 km de Nice e a 10 km do Mónaco na Côte d’Azur. Muitas vezes apelidada de “Ninho da Águia” por se encontrar no cimo de um penhasco de 427 metros, tem uma vista deslumbrante sobre o mar Mediterrâneo










À medida que vamos subindo as charmosas ruas de Éze, em direção às ruinas do castelo, somos convidados a explorar as diversas galerias de arte, lojas de artesanato, cafés e restaurantes…. E para os amantes dos perfumes, existe uma loja museu da tradicional perfumaria Galimard.
























Os jardins exóticos


A maior atracção de Èze é sem duvida os Jardins exóticos. As plantas não passam basicamente de cactos e pequenas palmeiras que crescem em canteiros por onde serpenteiam pequenos trilhos que nos levam até às ruínas do castelo. Até aqui parece que os jardins não têm nada de especial.... mas quando começamos a subir os pequenos trilhos, somos invadidos por uma sensação de êxtase....
A vista é simplesmente de cortar a respiração. As fotos não conseguem mostrar na integra tudo o que a nossa vista consegue alcançar.... e é tanto!
O mar e o céu tecem um véu em tons de azul do ciano ao cobalto... apetece ficar ali para sempre, a contemplar o mar...
No terraço junto às ruínas um mapa de azulejos orienta-nos, mostrando que em dias de boa visibilidade se consegue avistar trechos de Itália,  a Córsega, Saint-Tropez etc...

Por baixo das ruínas do castelo, existe um espaço contemplativo, onde um pequeno lago com cascata convida a relaxar, ler um bom livro, ou simplesmente sonhar.... 

































Ruínas do Castelo


A terra de deusas

Ao percorrermos os pequenos trilhos dos jardins, iniciamos uma viagem pelo mundo artístico pela poesia e pela botânica.

Desde a entrada até às ruínas do castelo, vamos encontrar algumas esculturas de barro de Jean-Philippe Richard.
Estas mulheres "Deusas da terra" em que maioria os braços estão junto ao corpo, dão a sensação que emergem da terra, como uma crisália que sai do casulo.

O escultor deu a cada uma das estátuas um nome: Margot, Isabeau, Anaïs-de-rosa, Mélissandre, Chloe, Charlotte, Marina ...
Junto a cada escultura encontra-se um pequeno poema.
























Igreja  de Nossa Senhora da Assunção 


Construída sobre as fundações de uma igreja do século XII, a igreja  de Nossa Senhora da Assunção tem classificação de monumento histórico desde 1984.


A igreja foi construída em 1764-78 pelo arquiteto italiano  Antoine Spinelli. A torre sineira, foi construída no século XIX,  tem sido atingida por diversos raios aos longo dos anos que destruíram a cúpula original.























Dicas


Como chegar

Èze fica localizada a cerca de 12 km de Nice e a 10 km do Mónaco, existindo  ligações de autocarro entre as duas localidades e o centro da vila.
Nós fizemos a viagem de carro.
Existe um parque de estacionamento à entrada da vila (junto à estrada para peões que dá acesso à parte medieval), retire um ticket pelo menos para 3 horas, não é caro e evita ter de descer novamente à vila para o carro não ser rebocado. 

Visitar


Na saída do parque de estacionamento, vire à direita  e prepare-se para a subida ;) Caso necessite, logo na primeira rampa  encontra do lado direito um WC publico (pago). 
A visita à vila é gratuita à excepção dos jardins Exóticos (6.00 €) os estudantes têm desconto mediante a apresentação do cartão de estudante.

Onde dormir

Optámos por dormir em Nice no hotel ibis budget Nice Californie Lenval, situado a 100 metros da praia. Os preços são bastante convidativos mesmo no verão. Os quartos não têm ar condicionado e não tem estacionamento privado ao contrário do que faz querer a publicidade do hotel. No entanto existe um parque publico na mesma avenida do hotel onde se pode deixar o carro em segurança (pagámos cerca de 30:00 € por cada 24 horas) se tirar o carro do estacionamento, são cobradas só as horas correspondentes ao tempo que esteve no parque.





CASTELO DE GUIMARÃES



CASTELO DE GUIMARÃES









No século X, após ter enviuvado do conde Hermenegildo (ou Mendo) Gonçalves, a Condessa Mumadona Dias assume o governo do Condado Portucalense e toma duas medidas de grande importância: funda na parte baixa de Guimarães o Mosteiro de Santa Maria (por volta do ano de 950) e, na parte alta, um castelo, o denominado Castelo de S. Mamede (entre os anos de 950 e 957). A construção deste castelo foi necessária para defender o Mosteiro recém edificado e as populações que entretanto se foram fixando junto a estas duas construções. A construção deste Castelo foi igualmente uma forma de afirmar o seu poder perante os demais senhores feudais. Um diploma que assinala a entrega do Castelo de S. Mamede ao Mosteiro de Guimarães em 4 de Dezembro de 968, é a primeira referência conhecida a esta fortificação.
A Condessa Mumadona Dias funda em Guimarães, no séc. X, duas construções de grande importância, pois vão estar na origem da Guimarães que conhecemos hoje: O Mosteiro de Santa Maria e o Castelo de S. Mamede, assim designado no Testamento de Mumadona.
Tal como o historiador Mário Jorge Barroca refere, o castelo desta época seria muito diferente daquele que conhecemos hoje, pois eram obras incipientes, os torreões eram raros e não se conheciam as torres de menagem, sendo muitas vezes necessário o recurso à remoção de terras para criar desníveis acentuados.
O castelo foi objecto de inúmeras alterações tendo a sua configuração actual pouco a ver com a sua forma original. De facto, com o Conde D. Henrique são realizadas algumas reformas e, segundo Mário Barroca, existem vestígios que se sobrepõem da época deste Conde. Mais tarde, nos séc. XIII/XIV com D. Dinis foi construída a Torre de menagem e ergueram-se os oito torreões que flanqueiam a muralha do castelo.
Outras reformas mais tardias foram levadas a cabo no reinado de D. João I sendo aqui definida a sua ultima reforma.
Interessante é também o facto de o Castelo de Guimarães ser o primeiro castelo português a ter registos fotográficos que nos mostram a estrutura tal como se encontrava no séc. XIX. Estas fotografias são da autoria de Frederick William Flower um comerciante inglês que viveu alguns anos no Porto, que foi o pioneiro na utilização da técnica fotográfica.
Depois de séculos de abandono e ruína, o Castelo foi objecto de um imperativo restauro, levado a cabo na década de 30 do século XX, pela DGEMN. O objectivo destas obras de beneficiação foi reabilitar o lugar mais emblemático da casteologia nacional.
O castelo de Guimarães é Monumento nacional desde 1910 e maravilha de Portugal desde 2007.




















IGREJA DE S. MIGUEL DO CASTELO




Situada no Monte Latito, entre o Castelo e o Paço dos Duques de Bragança, encontra-se a Igreja de S. Miguel do Castelo. 







A Igreja de S. Miguel do castelo é uma igreja romântica onde, segundo a tradição D. Afonso Henriques foi batizado. Junto á pia batismal, encontra-se uma lápide com a seguinte inscrição: "Nesta pia foi bavtizado EL-REY Dom Afonso Henriques pelo Arcebispo S. Geraldo no anno do Senhor 1106".
Trata-se, por isso, de um edifício muito ligado à nacionalidade portuguesa e à sua fundação Sagrada em 1239, foi capela Real e Igreja paroquial na Freguesia de S. Miguel do Castelo até 1870, tendo sido desafectada nesta altura devido ao seu estado de ruína. Em 1875 foi reafectada ao culto e um ano antes reposicionado o antigo arco triunfal, a mando do Prior da Colegiada. No séc. XIX esteve em ruína, tendo sofrido restauros em 1874 e 1936.
Habitualmente não se encontra aberta ao culto, mas por vezes nela se realizam celebrações religiosas.
Trata-se de uma estrutura sóbria, pequena, de grande simplicidade decorativa, de cantaria granítica aparelhada, nua; possui uma só nave com corpo e capela-mor rectangulares e coberta em madeira, com asnas decoradas; o interior apresenta conjunto notável de lápides tumulares com motivos guerreiros - espada, arco e flecha - e religiosos - Cruz de Malta; o portal singelo, o tímpano liso e duas fiadas de cachorros ornamentam as suas cornijas. Encima esta igreja uma cruz de pedra tribolada; algumas frestas abertas no granito deixam entrar uma ténue luz para o interior.
No seu interior, encontramos uma escultura em madeira policromada de S. Miguel, o patrono da igreja e uma escultura representando a Virgem com o menino, em calcário policromado.
A Igreja de S. Miguel do Castelo é Monumento Nacional desde 1910.
















Dicas:



HORÁRIOS
 
Castelo de Guimarães e Igreja de S. Miguel: 
Abertos todos os dias das 9.30 h às 18.15 h 

Encerra nos seguintes feriados: 
1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1º de Maio e 25 de Dezembro.


PREÇOS 


Entrada livre


Torre de Menagem (temporariamente encerrada ao público)



OUTRAS INFORMAÇÕES 

Como chegar:

Coordenadas GPS: 41º26'47'' N; 08º17'28'' O


Acessos: Por Auto-estrada: 
A3 (Porto), com saída em Famalicão ou Santo Tirso A7 até Guimarães. 
A11
A28, A7


Informações turisticas

Posto de Turismo da Câmara Municipal de Guimarães, na Praça de Santiago tel. 253 518 750. 


Estacionamento:


Na rua Conde D. Henrique e parque de estacionamento do Largo da Mumadona (estacionamento pago) e Campo de S. Mamede, excepto às sextas-feiras (estacionamento gratuito). 







Informação histórica retirada daqui

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Mercado do Bolhão



Mercado do Bolhão
Porto



O Mercado do Bolhão é o mercado mais emblemático da cidade do Porto e foi classificado como imóvel de interesse público em 2006. 
Remonta a 1850, com uma estrutura singular e dois pisos, caracterizando-se pela monumentalidade própria da arquitectura neoclássica. Exteriormente, o mercado divide-se num grande número de estabelecimentos, voltados para as quatro ruas que o delimitam: Fernandes Tomás, a norte, Alexandre Braga, a este, Formosa, a sul, e Sá da Bandeira a oeste. É vocacionado sobretudo para produtos frescos. Os vendedores estão divididos em diferentes secções especializadas, designadamente: zona de peixarias, talhos, hortícolas e florais.

































Dicas para visitar

Como chegar:


  • Autocarro: STCP - 200, STCP - 202, STCP - 207, STCP - 300, STCP - 301, STCP - 302, STCP - 305, STCP - 400, STCP - 401, STCP - 502, ETG - Emp.Transp. Gondomarense - 55, STCP - 5M, ETG - Emp.Transp. Gondomarense - 69, ETG - Emp.Transp. Gondomarense - 70, STCP - 701, STCP - 702, STCP - 703, STCP - 7M, STCP - 800, STCP - 801, STCP - 8M, STCP - 900, STCP - 901, STCP - 904, STCP - 905, STCP - 906, STCP - 700, STCP - 10M, STCP - 11M, STCP - 12M, STCP - 13

  • Elétrico: STCP - Circular Carmo - Batalha

  • Metro: Metro do Porto - A, Metro do Porto - B, Metro do Porto - B Expresso, Metro do Porto - C, Metro do Porto - E, Metro do Porto - F

  • Circuitos turísticos: City Sightseeing Portugal - Linha Azul, Linha Vermelha; Yellow bus - Porto Antigo, Porto dos Castelos


  • GPS: 41.149318394041, -8.6072301864624


Contactos:
  • E-mail: dmmfis@cm-porto.pt
  • Fax: +351 222092795

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Milão



Milão
(Domo e Galleria Vittorio Emanuele II)



Milão é a capital económica da Itália. Esta cidade afadigada, nas mãos de uma forte burguesia industrial, vive a um ritmo frenético. A Capital da moda, é no entanto uma cidade mais elegante que bonita. Apresenta uma vida cultural muito rica, aqui estão concentrados a maioria dos meios de comunicação de Itália. As galerias de arte instalam-se no bairro de Brera, a época lírica do Scala é uma das mais importantes do mundo e o Piccolo Teatro goza de reputação internacional.
Montra da alta costura chamam-lhe o «triângulo da Moda»: todos os grandes nomes da alta costura e do luxo se concentram numa área geométrica delimitada pela Via Monte Napoleone e a Via della Spiga. Na rua o desfile é permanente, transeuntes com os últimos modelos da  Gucci, homens de negócios adeptos de Armani ou milanesas que preferem Prada, a moda nunca falta a um encontro.

A industria têxtil milanesa nasceu na idade média, tecia-se e exportava-se a seda, realizando-se na cidade,  o mercado de bichos-da-seda.






Duomo

No centro de Milão, encontra-se a catedral, uma das maiores igrejas góticas do mundo, com 157 m de comprimento e 92 m de largura.
Foi iniciada no século XIV, sob o reinado do príncipe Gian Galeazzo Visconti, e terminada mais de 500 anos depois.
Sobressai o telhado com 135 pináculos e inumeráveis estátuas de gárgulas de onde se avista a planície do Pó e os Alpes.
A fachada  apresenta uma mistura de estilos (gótico, neoclássico e renascentista).







Galleria Vittorio Emanuele II

Este centro comercial ornamentado com arcadas, conhecido como a sala de visitas de Milão, foi projectado pelo fisico e matemático Giuseppe mengoni em 1865. No entanto Giuseppe foi vitima de uma queda do telhado pouco tempo antes das galerias serem inauguradas e  acabou por morrer sem ver a sua obra acabada.
O meio social foi atraído pelas lojas, cafés e restaurantes entre os quais Il Salotto, famoso por servir o melhor café de Milão e o Savini, um dos mais prestigiados restaurantes da cidade.












A galeria tem uma planta em forma de cruz latina, com um centro octogonal ornamentado com mosaicos que representam quatro continentes (Europa, América, África e Ásia), juntamente com outros que representam a arte, a agricultura, a ciência e a industria.
Sobressai o telhado de metal e vidro coroado com uma magnifica cúpula central.





















Vindos da Áustria com destino a Nice, parámos no centro de Milão para uma pausa na condução. Juntou-se o útil ao agradável e aproveitámos para uma pequena visita. Junto à Piazza del Domo encontra um grande parque de estacionamento subterrâneo, que permite visitar a zona sem stress de parquímetros.