sábado, 8 de novembro de 2014

Bad Gastein e Liechtensteinklamm


Bad Gastein e Liechtensteinklamm 


Explorar Salzburger Land 

A maior parte da província está na bacia de Salzach, proporcionando condições excelentes tanto para desportos de Inverno como para caminhadas na montanha no Verão.  A  região tem muitas nascentes  e quedas de água, além das maiores grutas do mundo. Salzburgo, é a capital cultural e artística da província.

Esta é a primeira postagem que irei fazer sobre esta província Austríaca.
Foi a terceira vez que visitámos a Áustria, e mais uma vez o fizemos de carro,  para quem gosta do contacto com a natureza e de respirar  ar puro, este é o país perfeito.
O povo Austríaco é muito acolhedor,  sempre disponível para ajudar quem visita o seu país. Os Austríacos são animados, a musica faz parte do seu quotidiano  e cozinham maravilhosamente bem!
Este é um destino de férias que tem tudo para ser inesquecível, quer no Verão quer no Inverno! 





Uma das vantagens de visitarmos esta região Austríaca de carro, é podermos percorrer as estradas no interior dos magníficos campos alpinos, passando pelas pequenas povoações, falando com as suas gentes, conhecendo os seus usos e costumes e provando a sua gastronomia tradicional. É impossível não ficarmos apaixonados por este povo simples e culto que retira o seu sustento da terra!












Bad Gastein

As propriedades terapêuticas das nascentes minerais ricas em rádon em Bad Gastein e nos arredores eram conhecidas pelos Celtas e pelos Romanos, e foi quando cresceram as primeiras colónias no vale do riacho Gasteiner Ache. O vale prosperou no fim da época medieval e recentemente tornou-se um spa popular, com uma vasta lista de clientes incluindo a realeza, políticos e artistas.
Ao mesmo tempo, o vale desenvolveu-se  para ser um centro de desportos de Inverno fabuloso, com esqui para todos os níveis e snowboard.







Mesmo que não esteja interessado em passar algum tempo num spa, vale a pena visitar Bad Gastein  pois a estância é atravessada pelo Gasteiner Ache, que passa mesmo pelo seu centro numa série de bonitas quedas de água.






























Sugestões para passeios

* Na praça principal da vila, entre na Kaiser-Wilhelm-Promenade e caminhe pela margem direita do rio,  deslumbre-se com as magnificas paisagens!

* Tomando a Kaiserrin-Elisabeth-Promenade faça uma caminhada de cerca de 3 km até Bockstein. Esta localidade também é uma importante estância termal. Neste percurso tem um contacto directo com a natureza do vale.

* A cerca de 6 km de Bad Gastein, encontra o centro de esqui Sport Gastein. 




























A 5 km a sul de ST. Johann im Pongau   correm as águas torrenciais do Grobarler Ache pelo Liechtensteinklamm.


 Liechtensteinklamm


 Liechtensteinklamm, é um desfiladeiro com cerca de 4 km de comprimento e com paredes que atingem os 300 metros de altura. Apenas cerca de 1 km é visitável. A água que corre veloz, tem esculpido ao longo dos anos a rocha de xisto com veios de granito branco.

Em 1875 o Clube Alpino Pongau começou a  construir as infraestruturas para tornar Liechtensteinklamm visitável, mas a falta de fundos levou à interrupção da obra.  Com interesses na região devido à caça, Johann II  príncipe de Liechtenstein, doou 600 florins para que a obra fosse terminada. Quando a obra foi finalizada em 1876, foi-lhe dado o nome de Liechtensteinklamm  para homenagear o príncipe.







O  Liechtensteinklamm é visitado através de plataformas de madeira que nos conduzem ao longo de um km até uma cascata de cerca de 50 m.



O ideal  será visitar este desfiladeiro num dia de  sol,  porque os raios solares ao incidirem na água dão-lhe um tom  azul opala magnifico. Nós não tivemos essa sorte, neste fim de tarde do mês   de Agosto  o sol teimou em não aparecer!



































Dicas

Como chegar: 

Avião

Existem voos regulares para Salsburgo. O Aeroporto fica muito próximo da cidade e pode chegar facilmente ao centro de autocarro ou de taxi.

Carro

Esta foi a nossa opção, com a rota Portugal - Bordeaux - Zurich - Salsburgo.
Viajar de carro nas estradas Austriacas pode ser um verdadeiro prazer. As estradas estão muito bem conservadas, e as regras de transito são cumpridas.
Se vai conduzir na Áustria tenha em atenção que é proibido buzinar, a menos que seja para avisar os outros de perigo.
As auto estradas estão assinaladas com a letra "A" de Autobahn ou "E" de auto estradas Europeias, existem vias rápidas, e um rede de estradas secundárias que muitas vezes passa por regiões deslumbrantes.
O único inconveniente para quem viaja no Verão, é que todas as obras de conservação das estradas são feitas enquanto não existe neve, o que por vezes se torna aborrecido, mas se levarmos em consideração que estamos de férias e encararmos a situação com boa disposição podemos utilizar o tempo de espera a apreciar a beleza da paisagem que nos rodeia!
Quem entra de carro na Áustria deve comprar logo uma vinheta para as auto-estradas na fronteira, que tem de afixar no canto superior esquerdo do vidro da frente do carro. também se pode comprar em quiosques. As vinhetas são baratas e evitam-se multas pesadas. A desculpa do "sou turista e não sabia" não é aceite.  À entrada das auto-estradas tem a informação bem legível. Uma das formas que a policia Austríaca utiliza para   controlar as vinhetas nos carros é nas estações de serviço. Paramos para abastecer a viatura e quando voltamos a entrar na auto-estrada somos fiscalizados.
É obrigatório as viaturas terem uma mala de primeiros socorros e um triângulo. No Inverno é obrigatório os carros terem pneus de neve e correntes, que são fundamentais para andar em estradas de montanha.
O limite de velocidade é de 130 km/h nas auto-estradas e 100 km/h nas outras estradas. Nas povoações o limite de velocidade é de 50 km/h.
Tal como em Portugal, os condutores e os passageiros são obrigados a usarem sempre o sinto de segurança.
Os sinais escritos que convém saber são: Stau - fila de transito, Schnee - neve, Umleitung - diversão e Baustelle - obras. (Este último é o que ninguém quer encontrar).
Não é difícil conduzir nas grandes cidades e é fácil encontrar estacionamento (pago claro). Os parques de estacionamento estão indicados com a palavra "Parkhaus", Frei significa que há lugares disponíveis.


Para  Explorar Salzburger Land o ideal será ficar hospedado em  Salzburg, isso pemite-lhe ter mais contacto com esta bela cidade Austríaca e assistir a espectáculos à noite enquanto durante o dia explora a região.

Se viajar para Salzburg de avião, deve alugar um carro para visitar a região, é a forma mais cómoda e prática de o fazer. 

Onde dormir:

Aconselho a escolher uma gasthof para dormir. As gasthof nas zonas rurais são encantadoras... A maioria dos proprietários habitam na casa e alugam quartos, servem refeições deliciosas e são muito simpáticos e acolhedores. Os preços são muito mais acessíveis que nos hotéis.
Para quem viaja de carro, aconselho a escolherem uma  gasthof na periferia de Salzburg, pois os quartos são mais baratos.

Viajar com crianças

Em muitos hotéis as crianças até aos 12 anos não pagam, desde que durmam no quarto dos pais.  Nos transportes públicos as crianças até aos 15 anos pagam metade do bilhete. Os museus fazem descontos às crianças e a maioria dos restaurantes tem doses mais pequenas para a pequenada.

Estudantes
Os estudantes com cartão de estudante internacional ou identificação valida da universidade têm descontos nos transportes públicos nos museus e eventos desportivos. Existem muitas pousadas de juventude a preços muito acessíveis, encontram todas as informações no posto de informação turística da zona onde pretendem pernoitar.


Segurança

A Áustria é um dos países mais seguros da Europa. É pouco provável que os turistas encontrem qualquer  tipo de violência, no entanto deve ter alguns cuidados básicos normais, como ter cuidados com os seus bens e não os deixar à vista quando sai do carro, não deve pendorar as malas nas costas das cadeiras, nem perder de vista as mochilas, deve evitar colocar maquinas fotográficas e telemóveis em cima das mesas nas esplanadas dos cafés, etc...

Saúde

Se tiver um problema de saúde sugiro que se não for nada grave procure uma farmácia. Os  farmacêuticos  são respeitados e os habitantes locais procuram os seus concelhos.
Os habitantes da união europeia não necessitam de fazer seguro para receber assistência médica gratuita, no entanto aconselho que trate do Cartão Europeu de saúde.

Cartão Europeu de saúde

Antes de viajar para a Áustria (ou outro país da  Europa), dirija-se à segurança social e peça o cartão de seguro de doença gratuito. Se precisar de assistência, tem os mesmos direitos dos cidadãos desse país.
A Comissão Europeia criou o cartão europeu de seguro de doença (CESD), que substitui eventuais documentos para aceder a cuidados de saúde, em particular o modelo E-111.


Deficientes

A Áustria está muito bem equipada para receber turistas deficientes. Se conduzir deve ter o autocolante adequado e poderá estacionar gratuitamente nos lugares destinados a deficientes nos parques de estacionamento. Todas as casas de banho publicas estão adaptadas a deficientes e a maioria das atrações principais têm rampas de acesso.

Gastronomia

A cozinha Austríaca é variada reflexo dos tempos imperiais quando as tradições culinárias de muitas partes da Europa influenciaram os cozinhados do país.  O mais conhecido é o Wiener Schnizel um bife de vitela fininho, panado é delicioso! As sopas são saborosas e têm muitas vezes Knodel, uns bolinhos de massa. No Inverno são típicos os pratos de caça, como o lombo de veado ou o ganso assado.
O pão mais típico é o Semmel .

Doces

Pouco Países do mundo conseguem concorrer com a devoção da Áustria pelos doces. Os Austríacos comem bolos a todas as horas do dia.
Pastelarias não faltam na Áustria, onde se comem verdadeiras delicias acompanhadas por café bem quente. A maioria dos bolos são servidos acompanhados de uma dose generosa de natas batidas  (Schlagobers).
Dos bolos mais famosos destaco a Sachertorte, um bolo de chocolate recheado de geleia de alperce, foi inventado em Viena mas é servido por todo o país, o Apfelstrudel, uma massa folhada recheada de maçãs e passas de uva, a Linzertote uma massa doce de amêndoa com compota de framboesa ou groselha e decorada com tiras de massa, o Dobostorte um bolo de camadas de pão de ló e creme de chocolate, coberto com creme de caramelo.... etc...etc... são centenas de variedade que nos fazem salivar só de imaginarmos!

Bebidas

A Áustria é uma excelente produtora de vinho e de cerveja. O vinho na Áustria bebe-se antes de ter acabado de amadurecer, o Most, que se bebe no fim do Verão, é resultado da primeira fermentação da uva. No inicio do Outono, bebe-se o Sturm, uma bebida pouco alcoólica produzida na segunda etapa da fermentação, por fim serve-se o Heuriger, o vinho novo.
O Eiswein é doce e é produzido com as uvas que ficam nas videiras até às primeiras geadas.
Também são produzidos brandies de frutos de primeira qualidade, os Schnaps. 


De Salzburg como chegar a Liechtensteinklamm e  Bad Gastein:

Saida de Salzburg - Continuar sobre a B150 (Saída de Neu-Anif)- Seguir à direita : A10 / E55 em direcção a Graz Villach - Atravessar St Johann im Pongau - Saída de St Johann im Pongau - Atravessar Alpendorf- Chegada : Liechtensteinklamm

Saidade  Liechtensteinklamm - Sair de Jungfernsprung-Tunnel - Continuar sobre : Alpendorfstraße - Seguir à esquerda : B311 - Atravessar Gigerach-Brücke - Chegada a Bad Gastein

 









O Liechtensteinklamm está aberto desde o início de Maio até 30 de Setembro,  das 8:00 Horas às 18:00 Horas e  durante o mês de Outubro das 9:00 Horas às 16:00 Horas.
(o horário pode vir a sofrer alterações, convem confirmar numa oficina de turismo)  

Deve levar sapatos adequados para caminhar em piso escorregadio. 

Os parques de estacionamento estão situados à entrada do desfiladeiro. 



Boa Viagem! 










Sapateira




Sapateira


Hoje viajamos pelos sabores do nosso mar. A  costa Portuguesa é riquíssima em peixe e mariscos de óptima qualidade , o que influenciou bastante a nossa gastronomia. Os Portugueses são dos maiores consumidores de marisco da Europa, sendo a sapateira um dos mais apreciados.

Quando comprar uma sapateira, se  a confeccionar ao natural dê preferência a uma fêmea. São mais pesadas e as ovas são deliciosas, não vai necessitar de juntar outros ingredientes para obter um delicioso recheio.

As sapateiras devem ser cozidas em água do mar (se não tiver água do mar, coza em água e sal), retire a sapateira da panela e deixe-a arrefecer durante algumas horas no frigorífico antes de a arranjar.

Para arranjar uma sapateira

Retire as pinças e as patas e reserve.
Remova o centro empurrando para cima e para o centro da casca.
Deite fora as brânquias e todas as películas existentes.
Utilize um martelo (madeira ou plástico próprio para culinária)  para partir as patas
Com uma faca grande e o martelo corte a parte central do corpo da sapateira
em quatro partes. (A parte onde estavam agarradas as patas)







Sapateira ao Natural

Para servir uma sapateira ao natural não deve juntar mais nenhum ingrediente.
Depois de limpa, envolva as ovas com a restante carne da sapateira e sirva com pão torrado.
Acompanha com um vinho verde bem fresco. 

 








Sapateira Recheada

Ingredientes

1 Sapateira
1 colher de sopa de pickles
2 colheres de sopa de maionese
2 gemas de ovo cozidas
1 colher de chá de mostarda
Pimenta acabada de moer
4 camarões médios descascados
cerveja q.b.
Tostas de pão ou broa quentinhas




Pique as gemas de ovo, os camarões e os Pickles em pedacinhos muito pequenos. Adicione a carne da carapaça da sapateira e os restantes ingredientes. Mexa muito bem. Deite o preparado na carapaça da sapateira, coloque-a numa travessa  e sirva com as patas e as pinças ao lado.
Sirva com pão torrado quentinho.

Existem muitas receitas de recheio de sapateira, depende do gosto de cada um. Ao natural ou recheada, a sapateira é um marisco que não deixa ninguém indiferente. 



domingo, 2 de novembro de 2014

Bifanas de Vendas Novas



Bifanas de Vendas Novas



Quem passa por Vendas Novas (Alto Alentejo - Distrito de Évora), é impossível não parar.

 As famosas bifanas de Vendas Novas,  com carne suculenta e finíssima, num pão crocante fazem-nos salivar assim que pensamos nesta localidade, são marca registada desde 2011 e foram nomeadas para as 7 Maravilhas gastronómicas de Portugal.

Tudo começou à 30 anos na  Rua da Boa Vista (estrada N4), quando um café resolveu inventar uma nova forma de confeccionar bifanas. 

Hoje os cafés que servem bifanas crescem como cogumelos dos dois lados da Rua da Boavista, para quem não conhece torna-se uma escolha difícil, até porque  nem todos os cafés servem as  bifanas com o mesmo sabor. As minhas favoritas são as  do Café "O Silva", o atendimento é excelente, principalmente quando o funcionário Luís está de serviço!  
... é ao Luís que dedico este post! Bem haja pela simpatia com que sempre nos recebeu ao longo de 20 anos! :) 







Ingredientes

- 1 Papo-Seco por bifana
 - Lombo de porco
- Alhos
- Vinho branco
- Colorau (uma pitada) 
- Louro
- Sal
- Pimenta

para fritar:

- Margarina vegetal ( é utilizada uma quantidade superior à do óleo)
- Óleo


O verdadeiro segredo das bifanas de Vendas Novas é a qualidade da carne (lombo de porco) e a forma como esta é batida.


Preparação:
Limpa-se muito bem o lombo de porco retirando-se  todas as peles e gorduras. Cortam-se bifes com cerca de um centímetro de espessura e batem-se muito bem dos dois lados com um martelo de bater a carne.
É neste processo que está o verdadeiro segredo. Os bifes têm de ficar transformados numa fina película de carne,  rendilhada pelos bicos do martelo.
Esmague muito bem os alhos, reduzindo-os a uma massa. Coloque os alhos esmagados numa tigela, e adicione o vinho branco ( muito pouco é só para dar um leve gosto), uma pequena pitada de colorau, o louro, o sal e a pimenta moída na hora.
Mergulhe os bifes muito bem batidos nesta marinada e deixe repousar pelo menos meia hora para tomarem gosto.

Cubra com óleo o fundo de uma  frigideira grande e leve ao lume adicionando a margarina.
Quando a gordura estiver quente, retire os alhos e o louro que estiverem agarrados à carne e frite os bifes dos dois lados. Coloque a carne num prato e reserve.
Adicione à gordura que fritou as bifanas, os alhos o louro e o resto do vinho que ficou na tigela da marinada, deixe ferver um bocadinho para a gordura ficar com o sabor dos ingredientes que se adicionaram.

Leve os papo-secos abertos ao meio a tostarem em forno bem quente. Quando retirar o pão do forno passe ligeiramente a parte do miolo pelo molho que fritou as bifanas (este é mais um dos segredos).

Coloque o bife dentro do papo-seco e sirva de imediato! 
A mostarda é o molho mais indicado para se adicionar às bifanas de Vendas Novas, pois faz realçar os seus temperos.
 
 








Mont-St-Michel


Mont-St-Michel


Coberto pelo nevoeiro, tragado pelo mar, erguendo-se orgulhoso sobre as areias cintilantes, o Mont-St-Michel é uma das imagens mais bonitas da França. Agora ligada ao continente por uma estrada elevada, a ilha de Mont-Tombe fica na foz do rio Coueson, coroada por uma abadia fortificada, que tem quase o dobro da sua alturura.
Estrategicamente situada na fronteira entre a Normandia e a Bretanha, o Mont-St-Michel transformou-se de um humilde oratório do Século VIII, num mosteiro  beneditiano que teve grande importância nos séculos XII e XIII. Peregrinos conhecidos por miquelots vêm de longe para glorificar S. Miguel, e o mosteiro foi um conhecido centro medieval de estudos. Depois da Revolução, a abadia foi transformada em prisão. Agora é um monumento nacional, visitado por cerca de 850 000 pessoas por ano.

O Mont-St-Michel foi classificado monumento histórico da França em 1874 e é património mundial da Unesco desde 1979.





Este é mais um relato de uma das  nossas viagens de carro pela Europa, algo que gostamos tanto de fazer e que cada vez se torna mais difícil, devido à falta de tempo.
Desta vez o destino foi a França, um país que adoramos! Primeira paragem para visita: Mont-St-Michel!


Depois dos cerca de 1600 km  percorridos com grande expectativa e entusiasmo,  chegámos finalmente à estrada  que liga a ilha de Mont-Tombe. Aqui, o cansaço da viagem tranformou-se em deslumbramento...
Apesar da chuva, do vento e das nuvens carregadas que o rodeavam ele erguia-se imponente para nos receber... O  Mont-St-Michel!
De impermeáveis vestidos, deixámos o carro no parque de estacionamento, e fomos à descoberta deste monumento histórico...







As marés do Mont-St-Michel

As marés são extremamente fortes na baía do Mont-St-Michel, sobem e descem segundo o calendário luar e na Primavera atingem velocidades na ordem dos 10 km por hora.
O mar retira-se com a velocidade de 10 km/h, mas volta com a mesma rapidez, os franceses costumam utilizar a expressão: « volta com a velocidade de um cavalo a galope ».
 
 

 



Muitos turistas aproveitam a maré baixa para se aventurarem na baía em direcção ao mar, não conhecem o local, desconhecem os pontos de areias movediças e principalmente esquecem-se que a subida das águas se faz muito rápidamente e que mesmo a correr um ser humano  não consegue atingir a velocidade da subida da maré.
Para quem quiser explorar este tipo de turismo de aventura, existem agências locais para o efeito, pergunte informações no posto de turismo local. 







A chuva finalmente deu-nos umas pequenas tréguas... ao entrarmos pela porta principal da muralha, a chuva que ao longo do dia nos acompanhou parou de cair durante algum tempo!








Grande Rue

Agora apinhada de turistas e lojas de recordações, esta rota de peregrinação, percorrida desde o século XII, sobe até aos portões da abadia passando pela Eglise St. Pierre.










Prepare as pernas, a subida morro acima rumo à abadia é feita a pé por uma escadaria  tal como se fazia no sec. XII. Mas vale bem a pena.





 Protegidas por altos muros, a abadia e a igreja têm uma posição invencível na ilha.




A Abadia

Os edifícios principais testemunham a época em que a abadia foi um convento beneditino e, nos 73 anos subsequentes à Revolução, uma prisão política. Em 1017 iniciou-se a construção de uma igreja romana no ponto mais alto da ilha, sobre um edifício pré-romano do séc. X, agora Notre-Dame-sous-Terre. La Merveille (o milagre) é um convento de três andares que foi acrescentado à parte norte da igreja, nos princípios do século XIII.


Os três níveis da abadia reflectem a hierarquia monástica. O abade recebia os convivas nobres no andar do meio. Os soldados e os peregrinos de uma classe social inferior eram recebidos no andar inferior. 

As visitas guiadas começam no terraço oeste ao nivel da igreja e terminam na casa da caridade, onde eram dadas as esmolas aos pobres. Actualmente a casa da caridade é uma livraria e sala de recordações.





Igreja

Restam quatro ogivas da nave romana. Três foram demolidas em 1776  para darem lugar ao terraço oeste.




Refeitório

Os monges tomavam as suas refeições nesta sala comprida.
(promenor do tecto)





Sala dos Cavaleiros

As estruturas abobadadas e capitéis ricamente decorados são tipicamente góticos.





O Claustro

O Claustro com as elegantes colunas em fila é um belo exemplo do estilo anglo-normando dos princípios do século XIII.






No interior da abadia podemos ver algumas construções que eram utilizadas na idade média, exemplo disso é esta roda de madeira. Os presos eram colocados dentro da roda e obrigados a caminhar, deste modo a roda rodava e içava uma corrente de ferro que puxava uma plataforma. Nessa plataforma transportavam-se géneros alimentares e outros produtos que eram necessários para a sobrevivência dentro da abadia. Deste modo não era necessário abrirem os portões e não  sofriam invasões.





Pormenor da corrente de ferro e das calhas de madeira que serviam para içar a plataforma.




Do exterior  da abadia temos uma melhor percepção do esforço que os prisioneiros tinham de fazer para içarem a  plataforma.





No final da visita podemos ver uma exposição sobre o Mont-St-Michel, onde está patente o molde do arcanjo Michel que se encontra a cerca de 170 metros no topo da torre-agulha da abadia.









A descida faz-se sem pressas, apreciando o casario do burgo...






Regressamos ao parque de estacionamento, a chuva voltou a cair desta vez com mais intensidade. Por entre as  gotas de água que escorrem pelo capuz do impermeável   olhamos uma ultima vez para trás...








Dicas


Como chegar:

Por via terrestre:

Partimos de Portugal rumo a Valladolid - Bordeaux -entrámos na Bretanha por Nantes, seguimos via Rennes - Mont-St-Michel.

Quem estiver em Paris e quiser visitar o Mont-St-Michel, a forma mais económica de o fazer é alugar um carro.
São cerca de 360 km.

Por avião:
Existem voos regulares de Paris para Rennes. Depois tem de fazer a ligação por autocarro ou comboio. (não é muito prático) 

As agências de viagens têm visitas organizadas com partidas de Paris.




Onde comer:

                                                             




No Restaurante "La Mere Poulard" pode encontrar as  famosas omeletas da Madame Poulard.
As omeletas são batidas com uma vara de arames em tigelas de cobre
à frente dos clientes por cozinheiros vestidos de monges e vão   ao lume de lenha em frigideiras rústicas.




Onde dormir:

A disponibilidade de  alojamento no Mont-St-Michele é muito limitada e cara, a opção mais viável é pernoitar numa das povoações mais próximas. 
Existem parques de campismo com bungalows, turismo rural e hotéis.










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