terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Óbidos Vila Natal


Óbidos Vila Natal









Este ano o dia de Natal foi passado em Óbidos. Depois de muito se falar na comunicação social sobre a "Vila Natal,  a família foi unânime na escolha. Já visitámos Óbidos várias vezes, mas nunca nesta altura do ano.
No dia 25 de Dezembro os portões do castelo  só abriram às 16:00 horas para encerrarem às 20:00 horas, parece que a Vila-Natal está praticamente encerrada no Natal, o que não deixa de ser interessante.  Mas vamos falar um pouco desta "Vila Natal", e do seu "mundo mágico" tão badalado pela comunicação social...

Logo que passamos o portão do Castelo vários "Robin dos Bosques" com aves acorrentadas incentivam os visitantes à foto paga! Mais uns passos, encontramos várias barraquinhas de comida e artesanato (a preços inflacionados), num espaço mais elevado encontramos uma pequena casinha à moda de "Bilbo Baggins" que dizem ser a casa do Pai Natal. Por sinal, o Pai Natal na noite de consoada bebeu mais do que devia e estava delirante, o que provocou o desagrado de algumas pessoas que passaram muito tempo na fila com crianças!
Se as expectativas eram muitas, a desilusão foi muito maior. A Vila Natal pouco tem de Natal...
À noite, o recinto não está devidamente iluminado, e os candeeiros em forma de chupa-chupa são a única coisa que ainda dá algum colorido à vila. Sinceramente duvido que quem pagou 6,00 € por bilhete e passou mais de 4 horas na fila para entrar consiga sair satisfeito da Vila Natal.
A roda, o carrossel, a pista de gelo e todas as atracções que se encontra no recinto, não estão incluídas no preço do bilhete e são pagas à parte.
Resumindo, a vila-Natal é uma profunda desilusão, com excepção dos espectáculos de marionetas e de magia!
O facto desta iniciativa ser um fiasco total, não invalida que Óbidos perca o seu encanto...
 


Óbidos








Porta da Vila

Entrada principal da Vila, é encimada pela inscrição - «A Virgem Nossa Senhora foi concebida sem pecado original» - mandada colocar pelo Rei D. João IV, em agradecimento pela protecção da Padroeira aquando da Restauração da Independência em 1640. No seu interior encontra-se a capela-oratório de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira da Vila, com varandim barroco e azulejos azuis e brancos (c.1740-1750) com motivos alegóricos à Paixão de Cristo, representando a Agonia de Jesus no Horto e a Prisão de Jesus.









Pelourinho e Telheiro 

Telheiro 

 Situado na Praça de Santa Maria, junto ao Pelourinho, serviu de mercado da Vila até ao início do século XX.

Pelourinho 

Coluna de pedra, símbolo do poder Municipal, apresenta as armas reais e o camaroeiro símbolo da Rainha D. Leonor. Encontra-se por cima do chafariz da Praça de Santa Maria, mas deverá ter estado frente à Casa da Câmara (antigamente junto à Igreja de Santa Maria).























Igreja de São Pedro

 

De fundação Medieval, da sua construção inicial conserva apenas os vestígios do antigo portal gótico na fachada. Foi reformada na segunda metade do século XVI, como outras igrejas da Vila, de que subsistem o portal principal classicizante, a capela baptismal à entrada do lado do Evangelho, coberta por uma pequena cúpula reticulada assente sobre trompas concheadas, e a escada helicoidal da torre sineira. Muito afectada pelo terramoto de 1755, destaca-se no seu interior, de nave única, o magnífico retábulo barroco de talha dourada do período joanino. A antiga pintura da tribuna do retábulo - S. Pedro a receber de Cristo as chaves do Céu - de finais do século XVII ou princípios do XVIII (Sérgio Gorjão, 2000), encontra-se actualmente na parede do lado da Epístola. Nesta igreja foi sepultada a pintora Josefa de Óbidos (1630-1684) e o Padre Francisco Rafael da Silveira Malhão (1794-1860), este com lápide evocativa na capela-mor. 









Presépio na Praça da Igreja Matriz. 





Igreja de Santa Maria   


Igreja matriz, localizada na praça do mesmo nome, é o principal templo de Óbidos. Embora a tradição faça remontar a sua fundação ao período visigótico, transformada em mesquita no período muçulmano e novamente sagrada por D. Afonso Henriques logo após a conquista da Vila em 1148, o facto de se encontrar fora da primitiva cerca muralhada parece contrariar esta hipótese. Não se conhecendo a data exacta da fundação, é um facto que o priorado da nova igreja foi entregue a S. Teotónio, companheiro de D. Afonso Henriques, grande figura da Igreja e prior do poderoso Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, que teve o padroado da Igreja de Santa Maria até D. João III o ter doado a sua mulher, a Rainha D. Catarina de Áustria. Foi também sede de uma colegiada (comunidade formada por prior e oito beneficiados), suprimida pela legislação liberal em meados do século XIX.

O templo medieval foi profundamente reformado pela Rainha D. Leonor em finais do século XV, arrastando-se as obras pelo primeiro quartel do século XVI. Data desta campanha a torre sineira, adossada à fachada e coberta por coruchéu piramidal de oitavado.





























































Castelo    

                               

Atribui-se ao Castelo de Óbidos origem romana, provavelmente assente num castro. Foi  posteriormente fortificação sob o domínio árabe. Depois de conquistado pelos cristãos (1148) foi várias vezes reparado e ampliado. No reinado de D. Manuel I, o seu alcaide manda construir um paço e alterar algumas partes do castelo. No Paço dos Alcaides salientam-se as janelas de belo recorte manuelino abertas para o interior do pátio. São ainda do seu tempo a chaminé existente na sala principal e o portal encimado pelas armas reais e da família Noronha, ladeado por duas esferas armilares. O Paço sofreu fortes danos com o terramoto de 1755. No século XX estava em total ruína tendo sido recuperado para instalar a Pousada (a primeira pousada do Estado em edifício histórico).











A Encosta do Pai Natal, com a respectiva casa.














Guarda chuvas e chapéus com pernas, enfeitam as árvores do recinto!





















Vazio cheio de Luz

Caixa de sombras feita por crianças da escola com materiais reciclados.





























Nem o símbolo do evento teve direito a iluminação...







Pinturas faciais em crianças.









Labirinto da Ilusão








Espectáculo de magia








Espectáculos de marionetas

































Rua Direita - Rua Principal

Conhecida com esta designação já no séc. XIV, liga a porta da Vila ao Paço dos Alcaides. Nos séculos XVI e XVII a rua Direita sofreu importantes transformações, ficando ocultados alguns dos antigos portais góticos das casas.






Na saída da vila um "fantasma" deseja-nos boas festas! ;)











Dicas


Óbidos goza de uma localização privilegiada estando localizada a cerca de 80 quilómetros a norte de Lisboa.

Como chegar:  

Por automóvel – Em direcção Lisboa – Leiria, tome a A8 e deixe a auto-estrada na saída 15. O tempo de viagem demora cerca de 40 a 50 minutos.

De Santarém tome a Auto-estrada A15.

Do Porto, tome a A1 até Leiria. Em Leiria tome a A8.



Chegando a Óbidos, existem Parques de Estacionamento, devidamente assinalados na parte exterior do Centro Histórico. Dois destes Parques são pagos (parques asfaltados junto ao Posto de Turismo). Existe igualmente um Parque adicional para Auto-caravanas (também pago).



Posto de Turismo

O Posto de Turismo de Óbidos encontra-se junto ao Parque de Estacionamento principal, a cerca de 200 metros da entrada da vila de Óbidos.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Zoomarine


Zoomarine


O Zoomarine não se pode considerar apenas um parque... 
Aqui, promove-se a preservação das espécies e do meio ambiente, o conhecimento e a educação ambiental, e tenta-se  despertar mentalidades.


Inaugurado em Agosto de 1991, o Zoomarine  situa-se no Algarve, em Guia.  Conta com Golfinhos, Leões-marinhos e Aves Tropicais, vários habitats com distintas espécies aquáticas e marinhas,  diversões e atracções. 





Pode desfrutar de áreas de lazer e diversão com uma praia de ondas, escorregas aquáticos, piscinas e playground aquático, roda gigante, mini-montanha russa, carrossel, comboio infantil, barca pirata, rapid river, harakiri, animatronics dinossauros, mas  o post de hoje é exclusivamente dedicado ao  factor educacional deste parque, às experiências com os animais e ao seu elo com a natureza.  
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O Zoomarine colabora também com as autoridades locais e regionais em acções de salvamento e resgate de animais marinhos  na costa Algarvia. No âmbito de tal estratégia, foi construído, em 2002, o primeiro centro português de reabilitação de espécies marinhas, denominado "Porto d'Abrigo do Zoomarine".
Dentro deste âmbito o Zoomarine promove também a organização de encontros técnico-científicos, nas diferentes áreas de investigação onde intervém.


É urgente que todos percebam que o meio ambiente necessita de ser preservado....














































































































Dicas 
*Deve guardar um dia inteiro para visitar o parque, pois só assim consegue usufruir de grande parte do que lhe é oferecido!

*Não pode levar animais para o parque.

*Leve sapatos e roupa confortáveis, se visitar o parque no Verão não se esqueça do fato de banho.

* Não se esqueça do protector solar e beba muita água.

* Os anfiteatros abrem 30 minutos antes dos espectáculos e assim que atingem a lotação máxima são encerrados por questões de segurança, por isso não se atrase!

* Tenha em atenção que os lugares mais próximos das piscinas onde decorrem os espectáculos ficam molhados durante os espectáculos.

* Existem áreas de piquenique no parque. 

* É possível nadar com os golfinhos mediante marcação antecipada. (Não está incluído no preço do bilhete de entrada).



 
Morada: EN 125 - Km 65, Guia
                8200-864 Albufeira, Portugal

Choco frito à Setubalense






Quando pensamos em Setúbal a primeira coisa que nos vem à memória é o choco frito. Tendo Setúbal uma das lotas mais conhecidas do país este facto não deixa de ser um pouco insólito.
O choco que é utilizado para confeccionar este prato não é pescado nas nossas águas, mas sim no mar do Norte e no Oceano Índico.
Os cozinheiros dos restaurantes de Setúbal, garantem que só este choco importado tem características que garantem a qualidade do prato. Devido à sua  grande dimensão o choco importado  permite fazer tiras mais grossas, e a  carne é mais macia que a do choco pescado nas nossas águas.
Independentemente da sua origem, o choco frito é um prato que não deixa praticamente ninguém indiferente!

 


  Choco Frito à Setubalense



Para 4 a 5 pessoas vai necessitar de:

Um choco com cerca de 2,5 kg
Sal q.b.
Malagueta moída ou pasta de malagueta q.b.
Sumo de limão q.b.
1 limão inteiro 
Pimenta q.b.
Farinha de trigo sem fermento q.b.
Óleo para fritar


Comece por retirar a cabeça do choco,  a pele  e as cartilagens. Pode aproveitar e confeccionar outro prato com estas partes.
Corte o choco em tiras com a largura e o comprimento de um dedo sensivelmente.
Coloque numa taça grande as tiras do choco, tempere com sal, sumo de limão e malagueta moída. Deixe marinar pelo menos 1 hora. 
Coloque a farinha num prato e junte sal e pimenta q.b. , misture tudo muito bem. (convém utilizar sal fino neste processo)
Escorra muito bem as tiras do choco, passe-as pela farinha e frite em óleo bem quente. Escorra o excesso de óleo em papel absorvente.
Coloque o choco frito numa travessa e enfeite com limão.
Acompanha com batata frita aos palitos e salada mista.

Bom apetite!  



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Azevias de grão



Azevias de grão








Hoje a nossa viagem gastronómica   leva-nos até ao Alentejo. Embora as Azevias de grão sejam consumidas um pouco por todo o país na época natalícia, a  receita  que partilho é confeccionada por uma família rural  Alentejana à mais de 100 anos.


Azevias de grão


Ingredientes para a massa

1 kg de farinha de trigo sem fermento
6 ovos
1 dl de água
1 pacote pequeno de ervas doces
3 paus de canela
1 casca de limão
1 dl de água ardente
200 gr de banha
1 pitada de sal
 


Ferva a água com as ervas doces, a canela, o sal e a casca do limão.
Deixe arrefecer um pouco.
Derreta a banha e deixe arrefecer um pouco.
Num alguidar de barro, coloque a farinha em monte e faça um buraco ao meio onde irá colocar os ovos. Junte metade da banha derretida morna, o chá morno e comesse a amassar. Vá adicionando aos poucos o resto da banha.
Amasse com as mãos até a massa começar a ter bolhar de ar e ficar elástica. 
Tape com um pano branco e um cobertor.
Vá tirando  pequenas porções de massa e estique com o rolo da massa. Com uma colher coloque uma pequena porção de recheio no centro da massa, recorte com a serrilha e frite em óleo bem quente.

Escorra em papel absorvente e sirva polvilhado com açúcar.



 Para o recheio

1 kg de grão cozido, pelado e passado pelo passe vite
800 gr de açúcar
2 paus de canela
casca de 1/2 de limão
2 colheres de sopa de água

Leve o açúcar ao lume com a água, o limão e a canela até fazer ponto pérola, adicione o grão e deixe ferver mexendo sempre até fazer ponto estrada.
deixe arrefecer bem.
( o doce convém ser feito de véspera)













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