domingo, 18 de janeiro de 2015

Piódão


Piódão 

.... e a Serra do Açor 





Piódão aldeia presépio anichada na encosta da Serra do Açor


Serra do Açor


Situada entre as serras da Estrela e da Lousã, e entre as bacias dos rios Ceira, a sul, e Alva a norte, a serra do Açor é um maciço xistoso implantado no prolongamento da cordilheira central Ibérica, cujo ponto mais alto é conhecido como Picoto do Piódão, atingindo a altitude de 1349 m. Em 1982, foi criada a Paisagem Protegida da Serra do Açor, com uma área de 346 ha, que abrange parte dos concelhos de Arganil e Pampilhosa da Serra. 
A Serra é marcada por uma topografia muito acidentada com abundantes cursos de água que acentuam a sucessão ondulante de montes.








 Na sua vegetação original,  predominava o carvalho em associação com outras espécies (medronheiros, loureiros, azereiros, etc...) como ainda se pode testemunhar na Mata da Margaça, área que, pela sua fidelidade à flora primitiva da serra, foi incluída na Reserva Biogenética Nacional. Aqui encontramos a urze, o azereiro, o aderno, a giesta e o rosmaninho.
A fauna é marcada por mamiferos de médio porte (javali e raposa) e pelo açor, ave de rapina que deu o nome à própria serra, pontuando ainda o gavião e a coruja-do-mato.
Característicos dos bosques temperados caducifólios são a salamandra - lusitânica e o lagarto-de-água. Ao nível geológico salienta-se a crista quartzítica do Fajão, arriba xistosa de acentuada verticalidade, que serve de local de nidificação a algumas espécies de aves.







A ocupação humana nesta paisagem agreste e de relevo acentuado caracterizou-se por uma agricultura de subsistência, com cultivo intenso das poucas zonas planas junto aos regatos e progressivo aproveitamento das encostas, através de socalcos, irrigados por caleiras de pedras que orientavam as águas pluviais e algumas nascentes de altitude.
Os laços de solidariedade criaram pequenas povoações, geralmente implantadas a meia encosta, cujas habitações, modestas e apertadas, separadas por minúsculas ruelas de traço labiríntico, utilizam sistematicamente o xisto, abundante na região. Na aldeia de Piódão todas as construções utilizam xisto.











No âmbito da renovação da serra e o seu aproveitamento turístico, foi possível  criar percursos pedestres, que seguem fielmente os antigos caminhos de terra que ligavam as várias aldeias da serra. O mais conhecido é o que coloca em contacto Piódão e dois locais destinados por Foz d'Égua e Chãs d'Égua, que, como outros percursos igualmente assinalados, permitem um turismo natural diversificado e devidamente orientado por guias.


 



A giesta é responsável pela  enorme mancha amarela que cobre a serra do Açor.








Piódão



Situada no fundo do vale do rio Piódão, no sopé do Alto de São Pedro do Açor, na Serra do Açor foi classificada Imóvel de Interesse Público.

Não é possível determinar quando é que este local começou a ser habitado. Sabe-se no entanto que a povoação já existia no Século XIV, época em que aqui se refugiou D. Diogo Lopes Pacheco, um dos algozes de D. Inês de castro, que assim escapou à perseguição de D. Pedro I. Abandonada ao longo deste século por grande parte da sua população, a aldeia tem conhecido nos últimos anos algum progresso trazido pela exploração turística. 







O aglomerado dispõe-se pela encosta, num anfiteatro que tem como base a ampla praça onde se ergue a igreja matriz. Deste largo partem caminhos estreitos que sobem pela encosta, por onde se concentra o casario, e que se interligam por vielas que parecem seguir as curvas de nível da vertente. Os caminhos frequentemente servidos por escadinhas e interrompidos por becos, são pavimentados com lages de xisto, o mesmo material com que as casas da aldeia foram construídas. A constante presença deste material constitui aliás, a maior originalidade desta aldeia. 



 



As casas que maioritariamente ainda mantêm a sua tradicional cobertura de lousa, estão divididas internamente por pranchas de madeira de castanho. Quase todas têm três pisos na frontaria e um ou dois no alçado posterior, estando o rés-do-chão reservado a funções relacionadas com a lavoura. 
O azul é dominante nas portas e janelas.
Segundo reza a lenda local, o motivo deve-se ao facto de a única loja que abastecia a aldeia só ter tinta dessa cor à venda, e como o povoado era isolado as pessoas não tinham meios de se deslocarem a outro local para comprarem outra tinta.














Igreja de Nossa Senhora da Conceição (matriz de Podridão)



Esta igreja pintada de azul e branco, destaca-se do resto do casario da aldeia pelas suas características.

"Conta-se que um dia os habitantes juntaram todo o ouro disponível e mandaram um velho pastor pedir ao Bispo de Coimbra autorização para construir a igreja. Perante tão dispendiosa solicitação, preparava-se o Bispo para recusar o pedido, quando o velho pastor, abrindo o seu barrete serrano, lhe mostrou as luzidias moedas de ouro necessárias a tal empreitada."


 foi fundada no século XVII e ampliada  nos finais do século seguinte.
No final do séc. XIX, por ameaçar ruir, a frontaria foi refeita segundo o desenho de um padre local.








Capela de São Pedro


Construída no século XVI, no seu interior está a imagem de São Pedro, padroeiro do Piódão, e em honra do qual se fazem, todos os 29 de Junho, as festas anuais da aldeia.

Para a visitarmos é necessário subir as ruas estreitas até ao topo da aldeia.  Por cima da  porta principal encontra-se uma placa de xisto onde se pode ler:

São Pedro o bom amigo
Do Piódão Padroeiro
Ajudai-o cá na terra
Que lá no céu é porteiro


E para bom entendedor ....


























E por aqui, a tradição ainda é o que era...
Por cima das portas, encontam-se pequenas cruzes  e símbolos, feitos de ramos de oliveira, alecrim e louro que, no domingo de Ramos, a população leva à igreja para serem benzidos e que, acreditam, invocam Santa Bárbara, protegendo as casas das trovoadas. 








































Fonte dos Algares




































































Artesanato à venda na praça principal de Piódão!











Actuação do Grupo Folclórico da Região de Arganil na praça de Piódão.




















































































Notas:

Como chegar

A única maneira de chegar ao Piódão é de carro. Não existem autocarros, não tem aeroporto nem estação de comboios e situa-se no interior do país, por isso não tem porto.
Para chegar ao Piódão vindo de Lisboa (a 296km) ou do Porto(a 199km) siga pela A1 e na saída de Coimbra Norte apanhe o IP3 (sentido Viseu). Deste saia para o IC6 (sentido Arganil/Covilhã/Oliveira do Hospital) e quando este terminar, continue pela N17. Uma vez na N17 tem várias opções: 

- Ir até Arganil e seguir as indicações até ao Piódão. 
- Ir até Coja e seguir as indicações até ao Piódão. 
- Sair da N17 em Vendas de Galizes, e apanhar a N 230 (sentido Covilhã). Ao chegar à Ponte das Três Entradas, corte à direita e siga pela estrada Municipal 508. Passe por Aldeia das Dez, Goulinho, Vale de Maceira - Santuário de Nossa Senhora das Preces. Depois de atravessar Vale de Maceira siga pela via da direita, a subir, e faça um percurso de 13 Km que o leva ao Piódão.



sábado, 17 de janeiro de 2015

Tarte de Requeijão




Tarte de Requeijão








O requeijão é utilizado na doçaria tradicional  praticamente em todo o país. Na região do Alentejo, o requeijão  está  associado às queijadinhas e às tartes.




Tarte de Requeijão
 

Ingredientes:

 
1 rolo de massa quebrada de compra
500 g de requeijão
6 ovos
150 g de açúcar
Raspa e sumo de 1 limão
100 g de manteiga derretida
1 colher de sopa de farinha maisena. 



Preparação:

Forre uma tarteira de fundo amovível com a massa quebrada e pique o fundo da massa com um garfo. Esmague o requeijão até ficar tipo uma pasta. Ligue o forno a 180º C.
Numa tigela, bata as gemas com o açúcar até ficar uma mistura fofa, junte a raspa e o sumo do limão e a manteiga e mexa. Adicione depois a farinha maisena, mexa bem, junte o requeijão e misture.
Por último, bata as claras em castelo e envolva-as delicadamente na mistura.
Deite na forma e leve ao forno durante 30 minutos. Depois retire, deixe arrefecer, desenforme e sirva a tarte decorada a gosto.



domingo, 11 de janeiro de 2015

Copenhaga - Nyhavn e passeio de barco



Copenhaga


O encanto de Nyhavn e um passeio de barco

Copenhaga é uma das cidades mais sedutoras do Norte da Europa. Com uma população que ronda o 1.300.000 habitantes, esta charmosa cidade é considerada uma das mais seguras de toda a Europa.






 Nyhavn


Ladeado de ambos os lados  por casas coloridas, este canal de 300 metros é conhecido como Novo Porto.
Foi escavado por soldados entre 1671 e 1673 para permitir a nevegação dos navios de mercadorias até ao centro de Copenhaga. Actualmente, há iates atracados em muitos dos cais e, entre eles, um barco-farol do século XIX, actualmente utilizado como restaurante.
Quando Hans Christian Andersen viveu na zona norte do canal, este era um famoso bairro boémio (red lighht district) de reputação duvidosa graças aos bares baratos, aos hoteis que alugavam quartos à hora, lojas de tatuagens e vários bordeis. 
Desde então, o Nyhavn tornou-se mais elegante, e é agora um dos mais famosos bairros da cidade.
As tascas de marinheiros desapareceram e foram substituídas por bares, cafés e restaurantes com uma clientela mais próspera.







Nyhavn é extremamente popular nas noites amenas de verão sendo os seus restaurantes e bares muito frequentados.
Vários músicos tocam ao vivo em frente das esplanadas dos cafés, tornando o ambiente muito animado e acolhedor.
No fim da tarde, uma cerveja num dos bares é imperdivel!





Hoje as casas de madeira coloridas de Nyhavn são a  imagem de marca de Copenhaga.













Passeio de barco


Do porto de Nyhavn partimos num passeio de barco de uma hora por Copenhaga. Aconselho vivamente a fazer esta viagem porque é uma forma diferente de abordar a cidade. Com guia em Português e Inglês a  "Stroma" empresa que organiza o Canal Tours Copenhagen, tem um posto de venda de bilhetes no porto que podem ser reservados com antecedência.
Com duração de uma hora, o preço é de 75 DKK.
Existe outra companhia a fazer o mesmo percurso  a preços mais reduzidos, o que  poderá ser uma melhor opção.  





Por entre veleiros atracados no porto, o barco vai deslizando lentamente pelo canal. Observamos faxinados as casas coloridas de Nyhavn que do canal ganham uma perspectiva totalmente diferente. Enquanto a guia dá as boas vindas a todos os passageiros, o São Pedro resolve ajudar enviando alguns raios de sol que imediatamente fazem brilhar as águas calmas do canal...
 








Finalmente os canais dão lugar a  águas mais abertas. O barco aproxima-se das margens e a guia vai chamando a atenção para  pormenores que poderiam passar despercebidos.

Um dos promenores que muito nos desagradou foi o facto da Pequena Sereia, simbolo de Copenhaga, ter viajada para uma exposição na China...







Um submarino desactivado e um guindaste para barco.

























Marmorkirken

Também connhecida como Frederikskirken, esta igreja situa-se a oeste do Amalienborg. A sua cúpula imensa assenta sobre 12 pilares e é uma das maiores do género na Europa tendo 31 m de diâmetro.














Operaen

Deslumbrante Ópera de Copenhaga, cujo novo edifício abriu em Janeiro de 2005, situa-se na ilha de Holmen, no Porto de Copenhaga. Por mais de um século, a Ópera Real partilhou o seu espaço com companhias dinamarquesas de ballet e teatro no Det Kongelige Teater. O novo auditório foi concebido pelo proeminente arquitecto dinamarquês Henning Larsen, cuja obra  inclui a extensão da Ny Carsberg Glyptotek e o Centro Dinamarquês de Design.
O moderno edifício é revestido a pedra calcária alemã e cobre 35 000 m2. Inclui um auditório com 1800 lugares e um segundo palco mais pequeno.










Noma, o melhor restaurante do mundo!


O barco continua a deslizar suavemente pelas águas dos canais, mais ao longe avistamos o Noma, o melhor restaurante do mundo!
... sorridente a guia informa que a lista de espera para uma mesa ronda os 6 meses! 
O antigo armazém do século XVIII no porto de Copenhaga alberga o melhor restaurante do mundo onde o super chef René Redzepi  dá a conhecer o melhor da cozinha Nórdica.







Antigos armazéns de pescadores convertidos em escritórios famoso!




Passando por um bairro residencial a guia cala-se e o barco passa em silêncio. Os moradores não são incomodados com as visitas turísticas.


Christiania

Passamos pela zona de Christiania. Ninguém fica indiferente a este nome, e os passageiros começam de imediato a fazer perguntar à guia...

O  "Estado livre de Christiania" existe desde  13 de Novembro de 1971, altura em que um grupo de "ocupas" tomou posse de alguns barracões militares abandonados, a leste de Christianshavn, e fundou uma comuna. Inicialmente, as autoridades tentaram força-los a sair, mas à medida que o número de habitantes aumentava, o governo decidiu encarar a comunidade como "experiência social". esta comunidade possui as suas próprias escolas, infraestruturas e sistema de governação, financiados em parte pelos lucros provenientes dos seus cafés e restaurantes e da venda de artesanato produzido localmente.
Inicialmente, Christiania era associada à cultura hippi e ao consumo de drogas leves, e a cannabis era vendida e consumida abertamente, até à sua ilegalização em 2004.








Vor Frelsers Kirke

A Igreja de Nosso Salvador é famosa pela sua extraordinária flecha, concluída em 1752 e acessível através de uma escadaria em espiral no exterior do edifício.

O inconveniente é que temos pela frente 400 degraus, para não alar da boa relação que algumas pessoas têm com as alturas... este é o segundo mirante mais alto de Copenhaga.
No entanto a recompensa é uma fabulosa vista sobre a cidade, a 90 m de altura.

O criador da flecha foi lauritz de Thurah, que terá tido a ideia da escadaria em espiral durante uma visita à igreja Sant' Ivo alla Sapienza em Roma.

Conta a lenda que Thurah estava tão obcecado pela sua obra que quando se afirmou que a espiral enrolava ao contrário, este se suicidou saltando do cimo da torre. A verdade é todavia mais prosaica, já que o arquitecto morreu em sua casa, pobre e desamparado, sete anos após a conclusão da torre.
Ainda assim a lenda foi adaptada ao cinema pelo realizador dinamarquês Nils Vest em 1997.
























Uma hora passa demasiado rápido.... e o nosso passeio de barco chegou rapidamente ao fim.
O Barco para novamente em  Nyhavn, e para nós é altura de bebermos uma cerveja bem gelada numa das esplanadas do canal!









Dicas

Como chegar

Esta foi mais uma das nossas viagens de carro.  No entanto a maioria das companhias aéreas têm voos regulares para Copenhaga. 
O aeroporto de Copenhaga (Kastrup) fica a 12 km  sudoeste do centro da cidade. pode alugar carros nos terminais 1 e 3.
Um serviço de comboios rápidos parte a cada 10 minutos do aeroporto para a estação central de Copenhaga.

Viajar de carro

Apesar do excelente sistema de transportes públicos dinamarquês, o carro é um meio de transporte muito útil, principalmente quando se viaja em grupo, permitindo uma significativa redução nos custos da viagem. As auto-estradas da Dinamarca não têm portagens, as estradas principais são bem sinalizadas e de boa qualidade, além disso as paisagens são magnificas. Os percursos mais panorâmicos estão assinalados com uma margarida sobre fundo castanho.
O limite de velocidade é, em geral, 50 km/h nas localidades, 80 km/h fora das localidades e 130 km/h nas auto-estradas. Aplicam-se multas bastante pesadas para quem não respeitar o limite de velocidade. A condução sob o efeito de álcool incorre em penas ainda mais duras, incluindo prisão.

Onde ficar

O alojamento de férias na Dinamarca é de elevada qualidade e os visitantes têm um vasto leque de opções. A escolha pode ir de hoteis económicos, pensões familiares, casas privadas e parques de campismo. Para quem dispõe de um orçamento apertado, o alojamento num parque de campismo ou numa das pousadas Rurais é uma alternativa económica.

Compras

Copenhaga tem sido o centro do comércio não só da Dinamarca, mas também de toda a região que inclui a Zelândia  e do lado Sueco a Skane (Escânia). Nos últimos anos, desde a abertura da ponte com a Suécia, é cada vez maior o número de pessoas que aqui chega para fazer compras.
Um dos mais populares armazéns de Copenhaga é o Magasin du Nord :Kgs Nytorv 13
A  joalharia mais famosa é a Georg Jensen: Amagertorv 4

Divertir-se em Copenhaga

Ópera e ballet 

Copenhaga é famosa pelos seus altos padrões artísticos, sendo o Det Kongelige Teater (O Teatro Real) muito apreciado pelos Dinamarqueses. Possui dois espaços principais que entre eles encenam espectáculos de teatro e ballet de qualidade internacional.
As óperas têm lugar na Operaen.

Cinema

Existem mais de 30 salas de cinema em Copenhaga, sendo dois dos melhores o Empire Bio e o Cinemateket, estando o último ligado ao Instituto Dinamarquês do Cinema. O CinemaxX e o Palladium são cinemas de grande ecrã, bastante conhecidos.

Musica 

os que apreciam musica clássica encontrarão excelentes concertos no Tivoli, assim como em algumas salas do bairro de Frederiksberg levados à cena pela Rádio Dinamarquesa.
A Copenhagen JazzHouse é o melhor palco de jazz do país. Os blues florescem em Mojo enquanto o Stengade 30 é um óptimo local para ouvir pop, desde o punk ao hip-pop, passando pelo rock e pelo reggae.

Actividades para Crianças

Todas as crianças que visitam Copenhaga não deviam perder o Tivoli, com diversões para satisfazer até os mais exigentes. Bakken é o parque de diversões mais antigo do país e tem mais de 100 atracções. o Zoologisk Have é o principal zoo da cidade, e tem um mini-zoo para os que começam a dar os primeiros passos.
O Museu Experimentarium, um museu de ciência é interessante porque os mais pequenos podem meter mãos à brincadeira.








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