domingo, 18 de outubro de 2015

Palácio da Bolsa


Palácio da Bolsa
Porto




O Porto prosperou com o comércio desde que os Romanos aqui construíram um forte, no local onde a sua rota comercial atravessava o Douro. Rapidamente os Portuenses expulsaram os Mouros no século XI e começaram a lucrar com o aprovisionamento dos cruzados a caminho da Terra Santa.
O Porto aproveitou a riqueza gerada pelas descobertas maritimas portuguesas nos séculos XV e XVI. Mais tarde o comércio do vinho com a Grã-Bretanha compensou a perda do lucrativo comercio de especiarias. 






Classificado como Monumento nacional, o Palácio da Bolsa (ou da Associação Comercial do Porto) situa-se na zona da Ribeira, junto ao Douro, em pleno centro histórico da cidade do Porto.
A fachada principal abre-se para a o espaço ajardinado da Praça Infante D. Henrique.
Após a destruição de parte do Convento de São Francisco por um incêndio, uma portaria de 1834 autorizou os negociantes  da cidade a construírem no local a sua praça comercial.
Reivindicando a edificação de um equipamento moderno, em 1839 a Associação comercial do Porto encarregou o arquitecto Joaquim da Costa Lima de riscar o plano do edifício,. dentro dos parâmetros de um gosto inglês utilitário que vinha a implantar-se. Iniciando-se em 1842, as obras duraram várias décadas.
No interior sublinhe-se a obra do arquitecto G.A. Gonçalves de Sousa, cuja intervenção culminou com a construção do Salão Árabe a partir de 1862.
Inaugurado em 1880, viu o seu espaço ocupado pela Câmara Municipal do Porto entre 1911 e 1918, voltando em 1918 à posse da Associação.





No interior do edifício o traço majestoso reforça-se no átrio do Pátio das nações, rematado por cúpula de estrutura de ferro e vidro, na imponente escadaria, nos alçados interiores ritmados por pilastras caneladas, nos arcos e vãos que se sucedem nos trabalhados estuques interiores. 

A cúpula de ferro e vidro, da autoria de Tomás Soller está ladeada em todo o seu redor por 20 brasões representando os países com os quais Portugal mantinha na altura relações de amizade e de comércio. 




O pavimento, revestido a mosaico cerâmico e inspirado nos modelos greco-romanos descobertos em Pompeia, serviu até meados da década de 90 do Século XX de palco para a Bolsa de Valores do Porto.







Sala do Presidente

Os trabalhos retratados nesta sala, realizados a óleo sobre tela, por Marques de Oliveira em 1890, têm como temática os trabalhos tradicionais da civilização romana. 



De realçar, para além do magnífico pavimento entalhado a madeiras exóticas de origem brasileira e africana, a lareira em mármore da autoria do escultor Teixeira Lopes, onde se destacam, nas suas colunas laterais, estatuetas femininas e no seu interior, em ferro forjado, alegorias ao Rio Douro e ao comércio.





Sala dos Retratos

Decorada segundo o estilo Luis XVI, esta sala homenageia os últimos seis reis da Dinastia de Bragança. O que mais sobressai neste espaço é sem dúvida o seu pavimento com um raro efeito visual de profundidade ilusória.


Com este tributo simbólico, a Associação Comercial do Porto agradeceu a D. Maria II a doação das ruínas do extinto Convento de S. Francisco.
A mesa exposta nesta sala, obra do entalhador português Zeferino José Pinto, levou três anos para ser completada e obteve uma menção honrosa na Exposição Universal de Paris de 1867.







O Salão Árabe

A construção desta obra do arquiteto Gustavo Adolfo Gonçalves de Sousa, que se terá inspirado no Palácio de Alhambra, é a sala de honra do palácio e foi concebido como cenário romântico, de forte evocação exótica. De forma oval, o piso superior é percorrido por galeria de varandas em ferro, que assentam em colunas rematadas em arcos de referência orientalizante. É notável o trabalho de estuque. Este salão foi iniciado a 15 de Setembro de 1862 e terminado a 12 de Junho de 1880. Tal como no restante edifício, também aqui o pavimento é constituído pelas melhores madeiras, tais como mogno, jacarandá, pau-cetim, pau-rosa e plátano.











O tecto apresenta um magnifico trabalho de estuque...











O Salão Árabe é a mais importante sala de actos oficiais da cidade do Porto, sendo também palco de muitas centenas de concertos e de outras prestigiadas solenidades, que muito honram o nome de Portugal e o projectam no mundo.


Dicas:



Morada e contactos


Rua Ferreira Borges, 4050-253 Porto
Tel: 223 399 000, Fax: 223 399 090



Horários



Horário para visitas:


Novembro a Março


9:00 - 12:30 / 14:00 - 17:30 Horas

Abril a Outubro 


9:00 - 18:30 Horas


A visita obrigatoriamente guiada tem uma duração aproximada de 45 minutos sendo o idioma marcado consoante ordem de chegada.

Idiomas: Português, Espanhol, Francês, Inglês

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Museu do Pão


Museu do Pão


Situado em Seia, em plena Serra da Estrela, o Museu do Pão é um complexo museológico onde é possível fazer uma pequena viagem ao  mundo do Pão.









Os temas abordados nas salas expositivas são:

O Ciclo do Pão
* O Pão Político, Social e Religioso
* A Arte do Pão 
* Espaço Temático


Pormenor dos cortinados das janelas do museu


A palavra "Pão" escrita em todas as línguas do mundo





Nesta sala, a história do pão  é contada às crianças através de marionetas 







Cereais utilizados no fabrico do pão 



Balança de pesos utilizada para pesar os cereais 


Livros de agricultura do séc. XX

Espigas




Foice e canudos de cana. Os canudos de cana eram colocados nos dedos das ceifeiras, para não se cortarem com a foice.




O "cocho" ou "cocharro" feito em cortiça era utilizado para se beber água. A aguadeira (mulher que distribuía água pelo rancho) tinha de percorrer por vezes vários km por dia para encher o cântaro de barro nas fontes. Na altura da ceifa era uma missão muito dura!  


Revista Alentejana do Séc. XX, na capa vê-se uma mulher vestida com o fato tradicional de ceifeira Alentejana.


O cesto onde se transportava a comida para o trabalho, uma garrafa onde se levava o vinho e um copo.


Uma armadilha que servia para apanhar os animais que comiam os cereais (pássaros e ratos) na sua maioria.



O malho - este objecto servia para malhar os cereais na eira, desta forma o grão era separado da espiga.




Canastro ou espigueiro - serviam para guardar os cereais no norte do país.







Medidas de madeira - Neste caso a quarta parte de um kg (ou seja 250 gr), enchia-se a medida com o cereal e passava-se com uma tábua para alisar. Os grãos que estavam em excesso caiam e ficava-se com a quantidade certa na medida.

Canastra e cesto fixo numa bicicleta a pedais que servia para a padeira/o distribuir o pão.


Exemplos de Broa de milho e centeio

Desenho de uma padeira

Vários tipos de farinha obtidas através dos vários tipos de cereais (milho, trigo e centeio)


Fogão a petróleo que servia para as pessoas cozinharem e almotolia (recipiente onde se guardava o azeite)




Objectos utilizados nos fornos de cozer o pão



O pão associado à politica


O pão e o Judaísmo 

O pão e a religião católica 





O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é celebrado no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.

As várias plantas que compõem a espiga têm um valor simbólico profano e um valor religioso.

Crê-se que esta celebração tenha origem nas antigas tradições pagãs e esteja ligada à tradição dos Maios e das Maias.

O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoadas queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.

A simbologia por detrás das plantas que formam o ramo de espiga:



Espiga – pão;
Malmequer – ouro e prata;
Papoila – amor e vida;
Oliveira – azeite e paz; luz;
Videira – vinho e alegria
Alecrim – saúde e força.




A "Espiga"





A lenda dos pães de Santo António



“ António comovia-se tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros, quando, na hora da refeição, percebeu que os frades não tinham o que comer: os pães tinham sido roubados”.
Atónito, foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar em que os tinha deixado. O Irmão padeiro voltou estupefacto e alegre: os cestos transbordavam de pão, tanto que foram distribuídos aos frades e aos pobres do convento."




Festa dos Tabuleiros de Tomar

O traço mais característico desta festa é o Desfile ou Procissão dos tabuleiros, que representam as freguesias do concelho e percorre a ruas de Tomar por 5 km, ladeado pelas colchas que a população pendeu à janela, e os milhares de visitantes que vêm se deslumbrar por essa profusão de cores.
Tradicionalmente, o tabuleiro é transportado por uma rapariga vestida de branco e terá de ter a altura da mesma. Este é decorado por flores de papel colorido, espigas de trigo, 30 pães, de 400gr cada, enfiados em canas que saem de um cesto de vime evolvido por um pano banco bordado. O topo do tabuleiro é ainda composto por uma coroa encimado pela Cruz de Cristo ou a Pomba do Espírito Santo.














O tema do pão abordado nos livros da escola primária




Notas:

Como chegar

Rua de Santa Ana • Quinta Fonte do Marrão, 6270-909 Seia, Portugal 
Telf.: 238 310 760 • Fax: 238 310 769 

GPS
40°25'04.6"N
7°41'41.0"W


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