sábado, 5 de dezembro de 2015

O Sobreiro do Amor


Um sobreiro diferente na planície Alentejana....



Muitas são as histórias que se contam sobre o "Sobreiro do Amor"! - uma declaração de amor?, - um pedido de casamento?
Até à data não consegui saber!
O que é certo é que este sobreiro encantado que se encontra perto de Montemor-o-Novo, atrai cada vez mais casais de namorados que ai juram amor eterno...
Diz o povo que quem der um beijo  à moda do Alentejo  junto ao sobreiro, jamais se separará da pessoa amada!

Será caso para relembrar a letra da canção de Tiago Torres da Silva....



"Um beijo no Alentejo 
É dado devagarinho 
Que a gente sabe que um beijo 
É muito mais que um carinho 
Por isso é que quem cá vem 
Tem pena de não ficar 
Ao ver o gosto que tem 
Um beijo dado devagar "




(... e para os que pensam que a tinta estraga a árvore, não estraga! A tinta utilizada é  a mesma com que se marca os sobreiros com o ano em se tirou a cortiça.)




















Dicas

Como chegar:



Mapa Google


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra





Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra

O Palácio Nacional de Mafra possui uma das mais importantes bibliotecas portuguesas, com um valioso acervo, sendo considerada também uma das mais bonitas do mundo.






Localizada na ala nascente  do Convento de Mafra ao nível do quarto piso, a Biblioteca ocupa a mais nobre  e vasta de todas as salas do Monumento, constituindo a mais típica Livraria  monástico-real do século XVIII existente em Portugal, onde se aliam as riquezas do pensamento com o trabalho artístico.
Medindo 83,60 m de comprimento, nela sobressaem à primeira vista   as magnificas estantes entalhadas em estilo  «Rocaille», repletas de obras preciosas.
As estantes que emolduram o salão nobre, bem como o pavimento em mosaicos composto de mármore de diversas cores, só começam a ser construídas no reinado de D. José, estando anteriormente os livros da comunidade religiosa recolhidos provisoriamente em duas salas separadas que funcionavam como livrarias independentes.







Em Maio de 1771, por determinação do Marquês de Pombal, instalaram-se no convento os Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, os quais vieram substituir os Franciscanos da Província de Santa Maria da Arrábida que o habitavam desde 1730.
Durante algum tempo, os novos ocupantes mantiveram ainda os livros nas salas primitivas, até que decidiram mudá-los para outras duas contíguas à inacabada «Casa da Livraria» que desde logo mandaram concluir à custa dos fundos ricos da sua Ordem, encomendando as majestosas estantes e os restantes trabalhos ao arquitecto Manuel Caetano de Sousa.
Porém, tendo a rainha D. Maria I ordenado em 1792 que os Cónegos Regrantes abandonassem o Convento de Mafra, para darem novamente lugar aos franciscanos, a obra ficou por concluir e assim os livros permaneceram ainda por espaço de dois anos fora do seu definitivo lugar.
Finalmente em 1794, sendo bibliotecário o Padre Mestre Frei João de S. José, conseguiram os frades arrábidos autorização régia para utilizarem as novas estantes, mesmo incompletas, atendendo a que só lhes faltava dourar a obra de talha e pintar os bustos dos escritores clássicos nos medalhões.







 A primeira tentativa de classificação e arrumação sistemática das inúmeras obras só se efectuou em 1797, devido à iniciativa do Padre Mestre Bibliotecário, Frei Joaquim da Conceição. Com a morte deste, ocorrida um ano depois, todo o trabalho ficou suspenso, só vindo a ser retomado após a expulsão das tropas francesas que se haviam fixado em Mafra em finais do ano de 1807.
Com a nomeação de Frei João de Sant'Ana para bibliotecário, em 1809, veio por fim a biblioteca do convento de Mafra encontrar na pessoa deste erudito franciscano o seu grande organizador e o seu mais dedicado defensor.
Embora com pequenas diferenças, a ele se deve a arrumação sistemática que os livros actualmente apresentam, sendo também de sua autoria um volumoso catálogo, onomástico, manuscrito e ainda inédito, que abarca todas as obras existentes na livraria até ao ano de 1819 e ainda hoje presta os melhores serviços aos estudiosos e investigadores.







O valioso recheio da Biblioteca é composto por cerca de 40.000 volumes, predominando as obras impressas dos séculos XVI, XVII e XVIII, nacionais e estrangeiras. A Teologia, a Escritura Sagrada,, o Direito Canónico, a História Eclesiástica, a História Secular, a Literatura Clássica e Moderna, a Geografia, a Filosofia e o Direito formam os seus núcleos mais importantes.
De entre as obras impressas merecem especial realce, pela sua raridade, vinte e dois incunábulos, todos eles estrangeiros e alguns iluminados.
A colecção de manuscritos, é em confronto com a dos impressos, relativamente pequena, avultando certo número de pergaminhos avulsos, códices, diversos documentos referentes a diferentes conventos, 1000 processos de habitação «de genere» dos noviços para ingressarem na Ordem Franciscana da Província da Arrábida e ainda uma quantidade muito significativa de cadernos de música manuscrita dos mais famosos compositores nacionais do último quartel  do século XVIII e princípios do  XIX.
São dignos de especial atenção os códices iluminados (séculos XV e XVI), em número de dezasseis, devendo destacar-se os Livros de Horas e dois  forais de D. manuel I.
A Biblioteca possui também 41 cartas geográficas dos séculos XVIII e XIX.
















A biblioteca de Mafra é mundialmente conhecida por acolher morcegos, que a ajudam a preservar as suas obras. Ao principio da noite os morcegos saem dos seus abrigos para se alimentarem, comendo todos os insectos existentes na biblioteca. Cada morcego alimenta-se de cerca de 500  insectos numa só noite o equivalente à metade do seu peso. Esta foi a principal razão que levou o jornal norte-americano Book Riot a eleger esta biblioteca como a mais espectacular do Mundo!



Dicas


Horários do Palácio de Mafra

Palácio: 
Das 09.00h às 18.00h (última entrada 17.00h)
Núcleo de Arte Sacra e Enfermaria encerram das 13.00 às 14.00h

Tempo médio da visita 
c. de 1.30h

Biblioteca (leitores)

Dias úteis - das 09.30h às 13.30h e das 14.00h às 16.00h

Basílica:
Diariamente das 09.30 às 13.00h e das 14.00 ás 17.30 h

Encerramento 
Terças-feiras e nos dias 1 de Janeiro, Domingo de Páscoa, 1 de Maio, Quinta-feira da Ascensão/Espiga (Feriado Municipal) e 25 de Dezembro

Acessibilidade
Não acessível a pessoas com mobilidade reduzida.
Não é permitida a entrada de animais, excepto cães-guia

Nota - Não é permitida a entrada de malas de viagem, mochilas, volumes grandes ou objectos contundentes.

Estacionamento
Na zona exterior do Monumento, fachadas norte e sul.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Castelo de Santa Maria da Feira





Castelo de Santa Maria da Feira







O Castelo de Santa Maria da Feira é um dos mais notáveis monumentos militares portugueses. A diversidade dos seus recursos defensivos utilizados entre os séculos XI e XVI faz dele uma peça única da nossa arquitetura militar.
Sempre representou para a Feira, e para Portugal, um símbolo de identidade nacional. Ao longo da História, desempenhou várias tarefas: foi castro de ocupação romana, baluarte contra as invasões normandas, forte militar na época da Reconquista, sede de região militar, o grande centro político que levou à independência de Portugal e habitação de famílias reais e nobres.

Santa Maria da Feira pertencente à Área Metropolitana do Porto e ao Distrito de Aveiro.




Dicas:



Como chegar:


GPS
N 40º55’15,41” W 8º32’34,79”


Para visitar: 

Contactos 
t. 256 372 248
castelo.feira@clix.pt
http://www.castelodafeira.pt

 Horário
Inverno (novembro a março) 3ª › 6ª feira: 9h00 › 12h30 / 13h00 › 17h00 sáb./dom./feriados: 9h30 › 12h30 13h00 › 17h30
Verão (abril a outubro) 3ª › 6ª feira: 9h30 › 12h30 / 13h30 › 18h00 sáb./dom./feriados: 10h00 › 12h30 13h30 › 18h30 encerrado: segundas-feiras

Ingressos
adultos: 3 eur.
pensionistas, reformados, cartão-jovem e grupos (c/ marcação): 1,50 eur.
família (casal c/ mínimo de 2 filhos, entre 6 e 15 anos): 2 eur. (cada adulto) / 1 eur. (cada filho) / 1-5 anos: gratuita / 6-15 anos 1eur







Informação  cmfeira

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Carvalhal



Carvalhal


«Bem-vindos a Beirais» 


A  série «Bem-vindos a Beirais» do Canal 1 da RTP rodada no Carvalhal, despertou o interesse turístico por esta pequena aldeia situada no concelho do Bombarral.
É aqui que foram filmadas as cenas de exterior da série, à excepção das imagens das paisagens envolventes que foram filmadas na Lousã e as quedas de água, nas “Fisgas do Ermelo”,  localizadas em de Mondim de Basto.









Desde há milénios que por este território passaram Fenícios, Romanos e Árabes. De quando da fundação de Portugal ficou-nos a Torre Medieval, hoje conhecida como a Torre dos Lafetá. Existem notícias desta freguesia no decorrer da Idade Média, no século XIV o Carvalhal era chamado de Carvalhal de Soeiro Ferreira.
Nos finais do século XIV, o Carvalhal possuía já uma estrutura urbanística organizada, pelo que se percebe a partir da indicação da existência da Rua Direita.
Chegam-nos também noticias das vizinhas aldeias de A-dos-Ruivos e do Sanguinhal.
A aldeia do Sanguinhal em 1527 contava com cinquenta a setenta moradores, aí vivia a família Rêgo, influente família obidense. Quanto a A-dos-Ruivos a sua existência é provavelmente muito anterior à nacionalidade, nos finais do século XIV , possuía uma igreja dedicada a Santa Catarina, era uma aldeia próspera e uma rota de passagem frequente de peregrinos e mercadores.
No numeramento de 1527 o Carvalhal ou também conhecido como Carvalhal de Óbidos era a segunda aldeia mais povoada do termo de Óbidos a prosperidade da igreja de S. Pedro do Carvalhal terá sido responsável pelo prestígio desta região.
O século XVI, foi seguramente o período áureo desta freguesia, a prová-lo a construção da Capela do Santíssimo Sacramento pela Rainha D. Leonor de Lencastre, esposa de D. João II. O Carvalhal integrava-se no termo de Óbidos e por consequência na “Casa de Rainhas”. A “Casa de Rainhas” é uma instituição com variados bens, entre eles a vila e termo de Óbidos, que eram doados ás Rainhas de Portugal desde D. Urraca a tradição manteve-se até ao século XIX.
É também de assinalar a construção, no século XVI, da Ermida de Nossa Senhora do Socorro pela família dos Henriques do Bombarral.
No século XIX, a freguesia do Carvalhal foi muito disputada, entre 1836 e 1855 deixa de pertencer ao termo de Óbidos, passando a pertencer ao Concelho do Cadaval. De quando da criação do Concelho do Bombarral a freguesia passou finalmente a integrar este concelho.
O património histórico, artístico, cultural e natural desta freguesia é riquíssimo, é um território rico também pelas suas gentes. Há um património a preservar e divulgar. 



















CAPELA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO

Fundada na 1ª metade do séc.XVI pela Rainha D.Leonor. É um templo de 3 naves e com paredes revestidas a azulejos. Apresenta também um belo retábulo-mor, hoje na sacristia, formado por painéis com pinturas do artista maneirista António da Costa. Classificada como imóvel de "interesse público". 









ERMIDA DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO

Situada nas próximidades da Torre Medieval, estima-se que a sua construção seja de 1574. O seu interior é revestido por painéis de azulejos de 1733, com cenas da vida mariana. Também no seu interior existe uma "Virgem de Leite" em calcário policromado do séc.XVI. Classificada como imóvel de "interesse público" .







Como chegar

Do Bombarral ao Carvalhal são cerca de 5 km


Mapa Michelin





Informação histórica daqui

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