sexta-feira, 10 de junho de 2016

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas






Camões foi adoptado como símbolo de Portugal, a partir do século XIX, sendo a sua figura identificada como um símbolo representativo da identidade e cultura do povo português no mundo.


No século XIX, foi na figura de Camões que os liberais portugueses encontraram um símbolo para a sua luta contra a presença dos ingleses em Portugal, e que mais tarde levou à implantação da República. Foi também a figura de Camões que deu origem ao feriado de 10 de Junho que hoje se celebra "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas"


A 10 de Junho de 1580 , Luis Vaz de Camões morre em Lisboa, deixando para trás uma das obras que mais enalteceu as aventuras e descobertas portuguesas: Os Lusíadas.








Nasceu numa família da pequena nobreza e ainda muito jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos. Supõe-se que tenha estudado em Coimbra, mas embora isso nunca tenha podido provar-se, não deixa de ser verdade que pouco poetas Europeus tinham na altura um conhecimento de cultura clássica e filosófica que se pudesse comparar à de Luís de Camões.


Supõe-se também que serviu como soldado em Ceuta, em 1550, aí perdendo um olho.

Em 1552 segue para a Índia, servindo a corte no Oriente nos 17 anos seguintes, como soldado, e funcionário Pensa-se que esteve mesmo em território chinês, onde terá exercido o cargo de provedor dos defuntos e ausentes, a partir de 1558.


Em 1568, o historiador Diogo do Couto, amigo do poeta, encontrou-o em Moçambique, onde vivia na miséria juntamente com outros antigos companheiros, conseguiu o seu regresso a Portugal, onde desembarcou em 1570.

Dois anos depois, D. Sebastião concedeu-lhe uma tença, recompensando os seus serviços no Oriente e o poema épico que entretanto publicara "Os Lusíadas".


Camões morreu a 10 de Junho de 1580 na miséria.







Na sequência dos trabalhos legislativos após a Proclamação da República Portuguesa de 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto em 12 de Outubro estipulando os feriados nacionais.

Luís de Camões representava o génio da pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da república ser um feriado exclusivamente municipal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram invocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia.





sábado, 28 de maio de 2016

Arroz de marisco




Arroz de marisco






Ingredientes

350 g de arroz
1 sapateira
500 g de camarão
200 gr de lagostins
100 g de miolo de mexilhão
100 g de miolo de amêijoa
2 tomates maduros
2 cebolas
4 dentes de alho
1 dl de azeite
1 dl de vinho branco
2 folhas de louro
1 raminho de coentros
1 pimento verde
Sal e pimenta q.b.


Modo de Preparação

Leve ao lume uma panela com água, deixe ferver, tempere com sal, adicione os camarões e deixe ferver 1 minuto. Retire,coza os lagostins na mesma água 3 minutos, retire, coza o miolo de mexilhão e de amêijoa na mesma água.
A sapateira deve ser cozida à parte.
Num tacho coloque o louro, as cebolas e os alhos picados, regue com azeite e leve ao lume a alourar. Adicione o tomate sem peles e sem grainhas cortado em pedacinhos pequenos e o pimento em tirinhas. Adicione o vinho branco e deixe cozinhar até este evaporar. Adicione o arroz e alguma da água em que cozeu o marisco. Quando o arroz estiver quase cozido rectifique o sal e adicione a pimenta acabada de moer. Adicione os mariscos (os camarões devem estar descascados, e a sapateira partida em pedaços). Se necessários acrescente mais algum caldo de cozer os mariscos. Deixe abrir fervura. Adicione os coentros picados e retire do lume.
Sirva de imediato, enfeitado com coentros picados.



sexta-feira, 27 de maio de 2016

Palácio Nacional da Pena

Palácio Nacional da Pena



"Construído sobre um rochedo o Palácio parece saído de um conto de fadas"
Richard Strauss (compositor)






O Palácio localiza-se na zona oriental do Parque da Pena, que é necessário percorrer para se chegar à íngreme rampa que o Barão de Eschwege construiu para se aceder à edificação acastelada. O Palácio propriamente dito é constituído por duas alas: o antigo convento manuelino da Ordem de São Jerónimo e a ala edificada no século XIX por D. Fernando II. Estas alas estão rodeadas por uma terceira estrutura arquitetónica, em que se fantasia um imaginário castelo de caminhos de ronda com merlões e ameias, torres de vigia, um túnel de acesso e até uma ponte levadiça.

Em 1838 o rei D. Fernando II adquiriu o antigo convento de monges Jerónimos de Nossa Senhora da Pena, que tinha sido erguido no topo da Serra de Sintra em 1511 pelo rei D. Manuel I e se encontrava devoluto desde 1834 com a extinção das ordens religiosas. O convento compunha-se do claustro e dependências, da capela, sacristia e torre sineira, que constituem hoje o núcleo norte do Palácio da Pena, ou Palácio Velho.

D. Fernando começou por efetuar reparações no antigo convento, que, segundo fontes da época, se encontrava em muito mau estado. Remodelou todo o piso superior, substituindo as catorze celas por salas de maiores dimensões e cobrindo-as com as abóbadas que hoje vemos. Cerca de 1843, o rei decidiu ampliar o Palácio através de uma nova ala (Palácio Novo) com salas de ainda maior dimensão, de que é exemplo o Salão Nobre, rematando-a com um torreão circular junto às novas cozinhas. A obra foi dirigida pelo Barão de Eschwege.

No restauro de 1994 repuseram-se as cores originais no exterior do Palácio: rosa-velho para o antigo mosteiro, ocre para o Palácio Novo.

Ao transformar um antigo mosteiro numa residência acastelada, D. Fernando revelou ter uma forte influência do romantismo alemão, tendo-se provavelmente inspirado nos castelos à beira do Reno de Stolzenfels e Rheinstein, assim como na residência de Babelsberg em Potsdam. A obra do Palácio da Pena terminou em meados da década de 1860, embora posteriormente se fizessem campanhas de decoração de interiores.

D. Fernando mandou igualmente plantar o Parque da Pena nas áreas envolventes do Palácio à maneira dos jardins românticos, com caminhos serpenteantes, pavilhões e bancos de pedra a pontuar os percursos, bem como árvores e outras plantas provenientes dos quatro cantos do mundo, tirando partido do clima húmido da serra de Sintra e criando de raiz um parque exótico com mais de quinhentas espécies arbóreas.

O Palácio da Pena foi classificado como Monumento Nacional em 1910 e integra-se na Paisagem Cultural de Sintra, classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade desde 1995.

Em 2013 passou a integrar a Rede de Residências Reais Europeias.





 
O Parque e o Palácio da Pena, implantados na serra de Sintra e fruto do génio criativo de D. Fernando II, são o expoente máximo do Romantismo do século XIX em Portugal, com referências arquitectónicas de influência manuelina e mourisca.

O Palácio foi construído para ser observado de qualquer ponto do Parque, floresta e jardins luxuriantes com mais de quinhentas espécies arbóreas oriundas dos quatro cantos do mundo.















HORÁRIO E PREÇOS ATÉ 29 OUTUBRO 2016



Horário


PARQUE
09h30 – 20h00, último bilhete 19h00

PALÁCIO
09h45 – 19h00, último bilhete 18h15

TERRAÇO
09h45 – 19h30, último bilhete 18h45



Preços


PALÁCIO + PARQUE
Bilhete adulto (de 18 a 64 anos) – 14 euros

Bilhete jovem (de 6 a 17 anos) – 12,50 euros

Bilhete sénior (maiores de 65 anos) – 12,50 euros

HAPPY HOUR PALÁCIO + PARQUE (todos os dias das 9h30 às 10h30)
Bilhete adulto (de 18 a 64 anos) – 13 euros

Bilhete jovem (de 6 a 17 anos) – 11,50 euros

Bilhete sénior (maiores de 65 anos) – 11,50 euros

PARQUE
Bilhete adulto (de 18 a 64 anos) – 7,50 euros

Bilhete jovem (de 6 a 17 anos) – 6,50 euros

Bilhete sénior (maiores de 65 anos) – 6,50 euros

TERRAÇO + PARQUE
Bilhete adulto (de 18 a 64 anos) – 10,50 euros

Bilhete jovem (de 6 a 17 anos) – 9 euros

Bilhete sénior (maiores de 65 anos) – 9 euros

 

Mais informações em Parques de Sintra









terça-feira, 24 de maio de 2016

Caldeirada de bacalhau


Caldeirada de bacalhau







Ingredientes
(4 pessoas)

4 postas de bacalhau (demolhado)
3 cebolas grandes
8 batatas grandes
4 tomates maduros
5 dentes de alho
1 ramo de salsa
1/2 pimento verde pequeno
1/2 pimento vermelho pequeno
2 folhas de louro
1 malagueta
Pimentão doce q.b.
Azeite q.b.
Vinho branco q.b.
Sal q.b.
Um ramo de Coentros

Preparação

Comece por colocar um fio de azeite no fundo de um tacho e forme camadas com os ingredientes.
Corte a cebola ás rodelas e forme uma camada, acrescente tiras de pimento, alho picado,  salsa, uma folha de louro, metade da malagueta e polvilhe com colorau. Coloque uma camada de rodelas de batata, uma camada de tomate pelado e cortado em pedaços e acrescente uma camada de postas de bacalhau. Cubra com os restantes temperos: cebola, pimentos, salsa, malagueta, louro, alho e tomate.
Polvilhe com  pimentão doce.
Termine com uma generosa camada de Batata. Tempere com sal e regue com azeite e um copo de vinho branco.
Adicione muito pouca água.
Deixe cozer agitando o tacho de vez em quando sem mexer.
As batatas devem ficar bem cozidinhas.
Quando a caldeirada estiver cozida, retire do lume e adicione um ramo de coentros picadinhos.
Sirva de imediato.




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