quinta-feira, 16 de junho de 2016

São Pedro da Afurada



São Pedro da Afurada


Esta pequena localidade situa-se na margem esquerda do rio douro praticamente junto à foz e só tem cerca de 6500 habitantes. 

Nasce como povoação  no século passado, mas já nos furais de D. Dinis em 1288 e de D. Manuel I em 1518 se fazia referencia a Furada (seu nome primitivo) como sendo um areal próprio para a pesca à varga.
De Ovar, Murtosa, Furadouro e Espinho chegaram os seus primeiros habitantes que se dedicaram a várias fainas de pesca.
Ainda hoje a pesca é a principal actividade dos habitantes da Afurada.





Com o passar dos anos, a Afurada começa a ganhar fama  pela sua intensa actividade piscatória, principalmente pela pesca da sardinha. Aqui foram construidas as primeiras traineiras da região tornando-se a Afurada o principal centro piscatório de Vila Nova de Gaia.

Dada a sua importância como centro piscatório do concelho, no século XIX a Afurada vê ser construído  um bairro com 90 residências para pescadores, uma escola de pesca, um posto da PSP, um posto médico e um posto da Guarda Fiscal.
Em 1952 é elevada a freguesia adoptando S. Pedro como seu padroeiro.
















Aqui temos contacto com as genuínas  mulheres do norte, também elas ligadas à actividade piscatória. Dedicando-se à comercialização do pescado e a ajudarem os companheiros nos rituais da pesca, mas acumulam também as tarefas domésticas... É impossível quem chega à Afurada não ficar encantando com os estendais da roupa! As mulheres da Afurada  lavam a roupa à mão num lavadouro publico e colocam-na a secar em estendais junto ao lavadouro onde pedras do rio seguram as canas que levantam as cordas e onde a roupa se balança ao sabor da brisa como se fosse uma traineira  embalada pelas águas do Douro...
Não fique admirado nem escandalizado com a linguagem "brejeira" destas mulheres do norte, aqui na Afurada fala-se o mais "refinado"  calão!

















Visitar a Afurada é quase uma visita ao passado...
Aqui ainda é possível encontrar mercearias antigas e pequenos restaurantes que parecem ter parado no tempo...












A Afurada merece uma visita pela sua beleza típica como centro piscatório, pelo carácter hospitaleiro das suas gentes e quanto mais não seja pelo excelente peixe fresco que é servido nos seus pequenos restaurantes típicos, assado em grelhadores colocados à porta, com cheiro e sabor a Portugal!








 


Notas

Localização de São Pedro da Afurada



Mapa Google

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Bolo de chocolate





Bolo de chocolate

Ingredientes

Bolo

4 ovos médios
1 chávena de chá de iogurte natural
200 g de manteiga
3 chávenas de chá de farinha com fermento
2 chávenas de chá de açúcar
3 colheres de sopa de cacau em pó
1 colher  de chá bem cheia de extracto de baunilha
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
1 chávena de chá de café (liquido) a ferver


Cobertura

200 ml de  natas
200 g de chocolate negro
1 colher de chá de manteiga



Preparação

Numa taça coloque a farinha e o bicarbonato de sódio peneirados. Junte os restantes ingredientes e bata muito bem até obter um creme homogéneo.
Leve a cozer a forno pré-aquecido a 160º cerca de 60 minutos (depende do forno, convém fazer o teste do palito) em forma redonda de mola, forrada com papel vegetal e untada com manteiga e polvilhada com farinha.
Retire o bolo do forno e deixe arrefecer completamente.

Preparação da cobertura

Derreta o chocolate com as natas no microondas e mexa muito bem. Adicione a manteiga para a ganache ficar mais brilhante. Misture tudo muito bem.
Cubra o bolo e enfeite com raspas de chocolate.



Nota: Se pretender pode aumentar a quantidade de ganache e rechear o bolo.  


Receita adaptada de Emoção às Colheradas



sexta-feira, 10 de junho de 2016

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas






Camões foi adoptado como símbolo de Portugal, a partir do século XIX, sendo a sua figura identificada como um símbolo representativo da identidade e cultura do povo português no mundo.


No século XIX, foi na figura de Camões que os liberais portugueses encontraram um símbolo para a sua luta contra a presença dos ingleses em Portugal, e que mais tarde levou à implantação da República. Foi também a figura de Camões que deu origem ao feriado de 10 de Junho que hoje se celebra "Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas"


A 10 de Junho de 1580 , Luis Vaz de Camões morre em Lisboa, deixando para trás uma das obras que mais enalteceu as aventuras e descobertas portuguesas: Os Lusíadas.








Nasceu numa família da pequena nobreza e ainda muito jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos. Supõe-se que tenha estudado em Coimbra, mas embora isso nunca tenha podido provar-se, não deixa de ser verdade que pouco poetas Europeus tinham na altura um conhecimento de cultura clássica e filosófica que se pudesse comparar à de Luís de Camões.


Supõe-se também que serviu como soldado em Ceuta, em 1550, aí perdendo um olho.

Em 1552 segue para a Índia, servindo a corte no Oriente nos 17 anos seguintes, como soldado, e funcionário Pensa-se que esteve mesmo em território chinês, onde terá exercido o cargo de provedor dos defuntos e ausentes, a partir de 1558.


Em 1568, o historiador Diogo do Couto, amigo do poeta, encontrou-o em Moçambique, onde vivia na miséria juntamente com outros antigos companheiros, conseguiu o seu regresso a Portugal, onde desembarcou em 1570.

Dois anos depois, D. Sebastião concedeu-lhe uma tença, recompensando os seus serviços no Oriente e o poema épico que entretanto publicara "Os Lusíadas".


Camões morreu a 10 de Junho de 1580 na miséria.







Na sequência dos trabalhos legislativos após a Proclamação da República Portuguesa de 5 de Outubro de 1910, foi publicado um decreto em 12 de Outubro estipulando os feriados nacionais.

Luís de Camões representava o génio da pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da república ser um feriado exclusivamente municipal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram invocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia.





sábado, 28 de maio de 2016

Arroz de marisco




Arroz de marisco






Ingredientes

350 g de arroz
1 sapateira
500 g de camarão
200 gr de lagostins
100 g de miolo de mexilhão
100 g de miolo de amêijoa
2 tomates maduros
2 cebolas
4 dentes de alho
1 dl de azeite
1 dl de vinho branco
2 folhas de louro
1 raminho de coentros
1 pimento verde
Sal e pimenta q.b.


Modo de Preparação

Leve ao lume uma panela com água, deixe ferver, tempere com sal, adicione os camarões e deixe ferver 1 minuto. Retire,coza os lagostins na mesma água 3 minutos, retire, coza o miolo de mexilhão e de amêijoa na mesma água.
A sapateira deve ser cozida à parte.
Num tacho coloque o louro, as cebolas e os alhos picados, regue com azeite e leve ao lume a alourar. Adicione o tomate sem peles e sem grainhas cortado em pedacinhos pequenos e o pimento em tirinhas. Adicione o vinho branco e deixe cozinhar até este evaporar. Adicione o arroz e alguma da água em que cozeu o marisco. Quando o arroz estiver quase cozido rectifique o sal e adicione a pimenta acabada de moer. Adicione os mariscos (os camarões devem estar descascados, e a sapateira partida em pedaços). Se necessários acrescente mais algum caldo de cozer os mariscos. Deixe abrir fervura. Adicione os coentros picados e retire do lume.
Sirva de imediato, enfeitado com coentros picados.



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