segunda-feira, 13 de março de 2017

Boca do inferno - Cascais




A Boca do Inferno situa-se a oeste da vila de Cascais.

O nome vem do facto de em dias de mar agitado as vagas baterem nas rochas de forma assustadora, pois aqui a terra luta com o mar permanentemente num duelo sem fim.






As ondas entram ruidosas numa espécie de grande caverna a céu aberto, que anteriormente se pensa ter sido uma gruta que o tecto abateu.

Um espectáculo grandioso da natureza que leva centenas de pessoas a visitar o local.









Mas conta a lenda....

Uma cova eriçada de penedos escuros onde as águas do mar fazem remoinhos, eis a Boca do Inferno. Todos julgam conhecer o lugar, mas quantos lhe conhecerão a lenda? A lenda diz que houve ali um castelo onde vivia um homem de mau aspecto que se dedicava às artes diabólicas. Era um feiticeiro.
Há quanto tempo foi?
Pois passaram-se já tantos e tantos anos que não sabemos. Vejamos o que se terá passado....

O feiticeiro, certo dia, decidiu casar-se.
E logo disse para com os seus botões que teria de ser com a mais bela jovem do termo de Cascais. Consultou a sua lâmina de cristal de rocha, e  logo lhe apareceu espelhado nela o mais belo rosto que jamais vira. Assim, logo ordenou que um grupo dos seus cavaleiros a fosse buscar.
E quando ela foi conduzida à sua presença, o feiticeiro ficou deslumbrado com tamanha beleza. Porém, tão feroz era o feiticeiro e os seus modos tão grosseiros que a jovem sentiu por ele imensa repulsa.
Furioso por não poder fazer-se amar pela bela jovem, mandou encerrá-la na torre mais negra do seu castelo. E, como guarda, escolheu um cavaleiro que nunca a tivesse visto. E, assim, a bela jovem e o cavaleiro ficaram ambos prisioneiros.
A jovem no alto da torre sentia-se tão só quanto o seu guardião. Tinham por única companhia o mar e as suas marés.

Os meses foram passando, o cavaleiro já não suportava tanta  curiosidade e solidão. Um dia resolveu subir a torre e ir espreitar a rapariga que guardava. Assim que abriu a porta e viu tamanha beleza, ficou apaixonado. A bela donzela também se apaixonou pelo jovem cavaleiro. 

A partir daquele dia partilharam os momentos de solidão, nascendo, assim, um grande amor entre os dois. Decidiram fugir juntos, esquecendo-se que, através da sua magia, o feiticeiro sabia de tudo. Montaram no cavalo branco do cavaleiro e cavalgaram pelos rochedos junto ao mar.

Enquanto isso, no castelo, cheio de raiva e ciúme, o feiticeiro criou uma tempestade assustadora que fez com que os rochedos, por onde os dois amantes caminhavam, se abrissem como se fossem uma grande boca infernal. Cavalo e cavaleiros foram engolidos pelas águas, tendo desaparecido para sempre.

O buraco nunca mais se fechou e o povo começou a chamar-lhe Boca do Inferno.








Devido ao estado do mar, a ponte de pedra que dá acesso a um dos miradouros mais próximos do mar estava encerrada no dia da nossa visita.









Um local muito agradável para um passeio descontraído  pela marginal sempre a contemplar o oceano.
Em dias de bom tempo pode-se desfrutar de um magnifico por do sol.
Neste dia apesar da chuva e do mar revolto, ainda conseguimos ver uns tons alaranjados no horizonte, como se os raios de sol aparecessem de repente para nos agradecer a visita...








Notas:

- Endereço: R. Mayer Garção, 2750-642 Cascais

- Estacionamento gratuito no local.

- Indicado para caminhadas 

- Ciclovia no local

- Entrada gratuita

- Aberto 24 horas

- Restaurantes e bares nas proximidades 

- Animais de estimação admitidos no local

- Em dias de mar revolto, a pequena ponte de pedra que dá acesso a um dos 
  miradouros mais próximos do mar é encerrada.

domingo, 12 de março de 2017

Capela de São Pedro – Santiago do Cacém





A Capela de São Pedro é a imagem de marca de Santiago do Cacém.

Esta pequena capela rural construída na segunda metade do século XVI e que foi vítima dos vários sismos que afectaram Santiago do Cacém ao longo dos séculos, encontra-se situada na encosta dentro da Zona Especial de Protecção do Castelo e Igreja Matriz de Santiago do Cacém.

Com paredes de alvenaria caiadas com rodapé azul, destaca-se a antiga galilé hoje descoberta, que antecede a porta da ermida. Trata-se de um pátio calcetado, rodeado por bancos de alvenaria cobertos por tijoleira, encerrado por dois pares de arcos de volta perfeita apoiados em gigantes ou contrafortes, nos alçados norte e sul; neste último alçado sobrepõe-se um campanário recortado. O acesso faz-se pelo alçado leste, através de um único arco com moldura pintada em azul e também de volta perfeita.



















Santiago do Cacém é um dos maiores concelhos de Portugal, sendo limitado a norte pelo concelho de Grândola; a nordeste, por Ferreira do Alentejo; a leste, por Aljustrel; a sul, por Ourique e Odemira e a oeste, por Sines com uma faixa litoral.

Castelo e Igreja Matriz de Santiago do Cacém




Ao aproximar-nos de Santiago do Cacém sedo somos brindados com a imagem do seu majestoso castelo sobranceiro à povoação.
Depois de uma acentuada subida por ruas estreitas e sinuosas ladeadas por casas pintadas de branco com o característico traço Alentejano, chegamos finalmente ao pequeno parque de estacionamento junto da Igreja Matriz.
Mas vamos conhecer um pouco da história deste Castelo….
Terá sido por volta de 712 e já depois do declínio da cidade Romana de Miróbriga que chegam os Mouros edificando o castelo na colina.
Pensando-se que o nome Kassem estará ligado ao alcaide Mouro “Kassem”.
"Conta a lenda que uma nobre mulher chamada Bataça Lascaris, fugindo do Mediterrâneo oriental, comandava aguerrida esquadra por ela mesmo armada. Desembarcou em Sines e à frente do exército marchou para Sul e atacou a vila islâmica, governada por um certo Kassen. A princesa guerreira deu-lhe combate, matou Kassen e tomou o castelo no dia de Sant'Iago (25 de Julho) e por isso lhe pôs o nome de Sant'Iago de Kassen."
(Júlio Gil em "Os Mais Belos Castelos de Portugal")
Durante a fase da Reconquista, a posse do castelo de Santiago foi alternada entre os árabes e os cristãos, sendo definitivamente conquistado pelos cristãos em 1217, com a sua doação à Ordem de Santiago da Espada.
Em 1310 o castelo foi doado a uma dama da Corte da Rainha Santa Isabel, D. Vetaça, voltando novamente para a posse da Ordem de Santiago de Espada em 1336.
Em 1594 é doado por Filipe II aos duques de Aveiro, passando para a posse da Coroa em 1759.
Depois da Guerra da Restauração, a importância militar deste castelo foi-se perdendo e as suas estruturas foram-se arruinando. Classificado como Monumento Nacional, já foi intervencionado no sentido do seu restauro, por parte da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.
Das suas bem conservadas muralhas podemos contemplar a planície vizinha, que se estende até ao oceano.















As expectativas são grandes ao entrarmos na porta em arco que dá acesso ao castelo…

Uma placa à entrada informa que não podemos fotografar… mais um daqueles monumentos que temos de pagar para fotografar (pensei com os meus botões), mas logo após os primeiros passos a indignação passou a "surpresa", "admiração" e "desilusão"….

No interior do Castelo encontra-se o cemitério de Santiago do Cacém, ocupando toda a área.








Igreja Matriz

A Igreja Matriz de Santiago está encostada à zona sudeste da muralha do castelo. Uma obra gótica construída no século XIV que ficou bastante danificada com o terramoto de 1755, sendo posteriormente reconstruída.

.

















Santiago do Cacém  é um dos maiores concelhos de Portugal, sendo limitado a norte pelo concelho de Grândola; a nordeste, por Ferreira do Alentejo; a leste, por Aljustrel; a sul, por Ourique e Odemira e a oeste, por Sines  com uma faixa litoral.

quarta-feira, 8 de março de 2017

O que fazer quando a comida que lhe servem num restaurante é mesmo má? Pedir o livro de reclamações ou pagar e sair o mais rapidamente possível?



O que fazer quando a comida que lhe servem num restaurante é mesmo má?



Um restaurante à beira mar, onde o peixe é a estrela da ementa, tinha tudo para dar certo.... foi o que pensámos quando hoje  resolvemos almoçar no Restaurante Bom Petisco perto de Porto Covo.
Quatro tabuleiros com peixe "fresco" foram-nos apresentados para escolhermos o que pretendíamos comer. A escolha foi uma dourada do mar e um robalo do mar.
Depois de alguma espera lá apareceu a menina com uma travessa com os dois exemplares "grelhados". Olhámos para os peixes que por artes mágicas e vá-se lá saber como, encolheram para metade do tamanho... Perguntámos se era mesmo o peixe que tínhamos escolhido e informaram-nos que sim...
Tudo bem, não comentámos mais nada e com olhares incrédulos porque no grelhador lá de casa, o peixe não costuma encolher assim, e não fica tão branquinho, lá nos servimos...
Mas se pensávamos que o pior já tinha acontecido, estávamos redondamente enganados... o peixe não sabia a peixe fresco e muito menos do mar. De grelhado não tinha nada, parecia que tinha sido previamente cozinhado a vapor, a textura assemelhava-se a patê, pois desfazia-se na boca e agarrava-se aos talheres.



Pedimos a conta que veio  com o valor do peso do peixe que tínhamos escolhido.
A menina nunca perguntou se queríamos sobremesa ou café nem fez qualquer observação sobre a comida que ficou nos pratos e nas travessas....



Restaurante Bom Petisco
Praia Morgável, Torpes-Sines, 7520-089 Sines

Um lugar a não voltar....

Printfriendly