quinta-feira, 9 de maio de 2019
À descoberta das Galerias Romanas de Lisboa
As Galerias Romanas da Rua da Prata, descobertas no subsolo da Baixa de Lisboa em 1771, na sequência do Terramoto de 1755, abrem ao público duas vezes por ano.
As diversas histórias do monumento ao longo dos séculos despertam o interesse dos visitantes e conhecer as Galerias Romanas é mesmo uma experiência única, já que a oportunidade surge poucas vezes. Devido à logística que envolve a abertura das Galerias e à preservação do monumento, é apenas possível visitá-lo uma ou duas vezes por ano, durante um ou dois fins-de-semana.
A cada vinte minutos, um grupo de 25 pessoas previamente inscritas percorre as Galerias com um guia que conta a história e que partilha algumas curiosidades sobre o monumento, proporcionando memórias felizes e inesquecíveis.
Trilho dos Sete Vales Suspensos é um dos segredos do Algarve
Sete Vales Suspensos
Trata-se de um percurso feito ao longo da arriba costeira que é entrecortada por sete linhas de água que criaram, ao longo do tempo, pequenos vales, daí o nome do percurso.
O percurso com início na praia da Marinha começa junto à placa informativa que se encontra na zona de merendas. A vista magnífica sobre esta praia permite-nos observar uma linha de costa recortada de arribas, onde é possível encontrar uma grande diversidade de geoformas como arcos, grutas (no extremo oeste da praia), algares (para poente da praia) e leixões (nos limites Oeste e Este).
Ao longo do percurso pode observar a interessante vegetação arbustiva com espécies como a aroeira, o zimbro e o carrasco que, em alguns locais, atingem um porte arbóreo.
No terceiro vale surge a praia do Benagil onde as embarcações de pesca se ocupam, hoje em dia, também para visitas às grutas e a praias isoladas.
Ao longo do percurso pode-se também observar algumas aves que se abrigam nas paredes rochosas, como as gaivotas, corvos-marinhos ou os pombos, entre outras.
Depois da praia do Carvalho e antes de chegar ao Leixão do Ladrão, existe a possibilidade de descansar ao abrigo de uma estrutura de madeira e observar a paisagem.
Antes de chegar ao Farol da Alfanzina o percurso continua por uma mancha de pinhal inserida num vale protegido dos ventos marítimos, o que permite o crescimento de pinheiros de maior porte, proporcionando assim uma zona de sombra e de frescura deste percurso.
No último vale, antes da praia de Centeanes, existe ainda oportunidade de estadia num outro miradouro em madeira com vistas privilegiadas sobre a costa.
quinta-feira, 2 de maio de 2019
Aldeia Museu José Franco
A história da pequena aldeia remonta ao nascimento do oleiro José Franco, em 1920. O seu pai era sapateiro e a mãe, vendedeira de loiça, fazendo a venda de barros de porta em porta, bem como por muitas feiras e mercados estremenhos. Visto que o Sobreiro era um importante centro oleiro, desde cedo José Franco conviveu com o ofício e, ainda criança, ao deixar a escola primária, aprendeu o ofício com dois mestres oleiros locais, antes de trabalhar por conta própria, aos 17 anos de idade. Nessa época, reabilitou a olaria que tinha pertencido ao avô, há muito desativada.
Em início dos anos 60, José Franco deu asas a um sonho, de recriar uma aldeia de caráter etnográfico, onde as suas memórias de infância se cristalizassem, testemunho do modo de viver das gentes locais, em homenagem à sua terra. A sua aldeia teria dois componentes: seria uma réplica das antigas oficinas e lojas, dos espaços vividos, decorados e apetrechados por objetos reais, onde se reproduziam os costumes e atividades laborais intrínsecas à sua infância e à vida camponesa da região de Mafra; em simultâneo, a aldeia compreendia uma área lúdica, dedicada às crianças, repleta de miniaturas de casas e habitantes que retratavam as atividades exercidas à época: trabalhos no campo, carpintarias, moinhos de vento, capelas, mercearias, escolas, adegas, camponeses e até uma reprodução da vila piscatória da Ericeira e dos ofícios ligados ao mar. Em anos posteriores, a Aldeia-Museu foi beneficiada pela construção de uma terceira área, murada como um castelo, com um parque-infantil, incorporando alguns engenhos agrícolas, que as crianças podiam movimentar livremente.
Hoje, o pequeno mundo moldado pelas mãos de José Franco (falecido em 2009) é visitado anualmente por milhares de pessoas. E, para além da exposição das figuras, no museu que lhe foi dedicado, os visitantes encontram réplicas à escala humana de muralhas de castelos, moinhos de vento, um parque infantil, uma pequena adega onde podem provar o vinho da região ou ainda a padaria, onde podem comprar o afamado pão com chouriço, entre outros. Na Aldeia de José Franco cabe a dedicação de uma vida à nobre atividade tradicional da olaria, expondo ainda a rica cultura artesanal do Concelho de Mafra.
Coordenadas GPS: N 38º 57' 34.58'' ,W 9º 21' 13.09'
segunda-feira, 29 de abril de 2019
A livraria mais antiga do mundo ainda em funcionamento é portuguesa
Considerada uma das mais emblemáticas livrarias portuguesas, a Bertrand da baixa pombalina foi oficialmente distinguida pelo Guiness Word Records como a livraria mais antiga do mundo ainda em funcionamento.
A primeira Bertrand, fundada por Pedro Faure em 1732, abriu portas na Rua Direita do Loreto, em Lisboa. Mais tarde, em 1755, quando já era o genro de Faure, Pierre Bertrand que dirigia a livraria foi instalar-se junto da Capela de Nossa Senhora das Necessidades por causa do Grande Terramoto. Dezoito anos depois, em 1773, a Bertrand voltou a abrir as portas na já reconstruída baixa pombalina. No texto de José António Saraiva, “Bertrand – a história de uma editora” é-nos dito pelo historiador que a Bertrand teve 11 nomes e conheceu quatro moradas.
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